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Osaka admite pressão por estreia, mas sente melhora
30/04/2021 às 17h06

Osaka agora enfrenta a tcheca Karolina Muchova, semifinalista do Australian Open e número 20 do mundo

Foto: Jimmie48/WTA

Madri (Espanha) - Depois de vencer sua partida de estreia no WTA 1000 de Madri, Naomi Osaka reconheceu que sentia uma carga extra de pressão, especialmente por ter enfrentado uma compatriota, a 79ª colocada Misaki Doi. A japonesa, entretanto, acredita que conseguiu lidar bem com situação e elevou seu nível de tênis a partir do segundo set da partida desta sexta-feira.

"Eu sentia muita pressão extra. Obviamente, você quer jogar bem contra uma adversária do mesmo país. Nunca sei o que esperar porque sinto que a Doi sempre joga melhor comigo, então foi um pouco difícil controlar minhas emoções. Mas acho que fui capaz de fazer isso muito bem. Também sinto que comecei a jogar melhor no segundo set e quero continuar melhorando", disse Osaka, após a vitória por 7/5 e 6/2 em 1h27 de partida.

"Sempre que jogo ou treino com ela, sempre sinto que ela deveria ter um ranking melhor. Acho que ela tem um forehand muito bom. É muito raro eu sentir que a minha adversária está ditando os pontos, mas há momentos em que ela é capaz de capitalizar algumas bolas mais curtas e me fazer correr", acrescenta a número 2 do mundo, que marcou sua terceira vitória contra Doi no circuito.

Durante a partida, Osaka mostrou boa movimentação do fundo de quadra e teve paciência para construir bem os pontos, o que minimizava seu número de erros. Ela chegou a liderar o set inicial por 5/3, antes de permitir o empate, mas conseguiu uma nova quebra na reta final do set.

Já na parcial seguinte, passado o momento de oscilação, a vice-líder do ranking retomou o controle do jogo e não enfrentou mais break points, cedendo apenas quatro pontos nos games de serviço. Osaka terminou o jogo com 26 winners contra 18 da rival e cometeu 15 erros. Sua próxima rival é a tcheca Karolina Muchova, número 20 do mundo e semifinalista do Australian Open.

Osaka não disputava um torneio no saibro desde 2019, quando parou na terceira rodada de Roland Garros. Já em Madri, chegou às quartas de final há duas temporadas. A japonesa ainda não conquistou títulos no piso "Quando eu estava jogando no saibro naquele ano, não me senti nem um pouco desconfortável", garante a tenista de 23 anos. "As duas partidas que perdi foram mais mentais do que físicas".

"Eu não me senti desconfortável ao deslizar na quadra ou não me senti tão cansada. Então, estou realmente muito animada para recuperar essa mentalidade e ficar mais confortável no saibro", comenta a japonesa, que não abre mão de estilo de jogo mais agressivo. "Tento jogar do meu jeito natural. Eu diria que se eu começar a pensar demais, eu me torno uma passadora de bolas e isso não é muito bom para mim. Claro que você precisa se adaptar ao saibro e fazer coisas que são benéficas, mas espero que não mude muito".

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