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Para Barty, duelos recentes facilitaram a estreia
29/04/2021 às 17h02

Barty já derrotou Rogers quatro vezes na atual temporada no circuito profissional

Foto: Divulgação

Madri (Espanha) - Depois de vencer sua partida de estreia no WTA 1000 de Madri, a número 1 do mundo Ashleigh Barty acredita que a experiência de ter feito vários confrontos contra a norte-americana Shelby Rogers facilitou seu caminho nesta quinta-feira. Afinal, a australiana tinha um plano de jogo muito claro para superar novamente a rival. Barty já havia vencido Rogers três vezes este ano, sendo duas na Austrália e uma no WTA 500 de Charleston, disputado há três semanas no saibro verde.

"Joguei contra a Shelby muitas vezes este ano e é sempre um grande desafio", disse Barty após a vitória por 6/2 e 6/1 em apenas 1h de partida. "Eu precisava ter certeza de que estava no meu melhor nível para poder competir hoje. Cada vez que você entra na quadra contra ela, você precisa estar muito focada e jogar o seu melhor, porque ela tem a capacidade de assumir o controle da partida muito rapidamente", comenta a australiana, lembrando que os duelos anteriores foram bem mais equilibrados.

"Foi importante para mim começar bem e manter esse nível durante toda a partida. Sabia que seria decisivo", comenta a líder do ranking mundial. Barty disparou oito aces na partida e não enfrentou break points. Ela conseguiu quatro quebras de serviço, liderou a estatística de winners por 19 a 9, e cometeu apenas nove erros não-forçados contra 20 da rival norte-americana.

"Cada jogo é diferente e as condições também são diferentes. No ritmo que estamos indo, vamos jogar em todos os meses do ano. Está se tornando uma tradição. Jogamos uma contra a outra uma vez por mês", complementou a australiana, que marcou a quinta vitória seguida e a 13ª nos últimos 14 jogos no circuito, com títulos recentes em Miami e Stuttgart. "É estranho jogar contra a mesma adversária tantas vezes seguidas, mas às vezes os sorteios são assim. Às vezes você encontra alguém com muita frequência, e outras vezes não a vê do outro lado da rede por muitos anos".

Com 25 anos recém-completados, a australiana reagiu com bom humor à pergunta sobre o fato de ter entrado em quadra com uma proteção no ombro direito. "Sou um corpo velho agora, gente. Tenho que cuidar de mim (risos)". Depois, ela esclareceu que não é nada grave. "É apenas para dar um pouco de apoio, mas está tudo bem".

Barty enfrenta na segunda rodada a eslovena Tamara Zidansek, 80ª do ranking, em confronto inédito no circuito. Zidansek veio do quali e derrotou a taiwanesa Su-Wei Hsieh por 6/2 e 6/4. Curiosamente foi a segunda vitória seguida da eslovena sobre Hsieh em Madri. Elas já haviam se enfrentado na rodada final do quali na última quarta-feira, quando Zidansek fez 6/1 e 6/0, mas Hsieh entrou na chave como lucky loser.

"A verdade é que não sei muito sobre ela. Acho que provavelmente já nos cruzamos algumas vezes em partidas de duplas, mas não tenho certeza. Vou ter que pesquisar mais. Vou sentar-me com Tyz [seu técnico, Craig Tyzzer] e descobrir o que precisamos fazer para ter um plano tático que se adapte ao meu estilo de jogo".

Existe a possibilidade de um confronto nas oitavas contra a polonesa Iga Swiatek, atual campeã de Roland Garros. Swiatek estreou nesta quinta-feira em Madri e venceu a norte-americana Alison Riske por duplo 6/1. Sua próxima adversária será a norte-americana Bernanda Pera.

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