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Murray exige respeito durante pandemia e cita o Brasil
26/04/2021 às 17h07

Britânico pede para os colegas respeitarem as condições de isolamento nos torneios

Foto: Arquivo

Londres (Inglaterra) - No momento em que muitos jogadoras do circuito se dizem cansados de ficar em ambientes controlados nos torneios, as chamadas 'bolhas' entre os hotéis e locais de competição, Andy Murray pede para que os colegas respeitem as exigências estabelecidas pelos eventos e por autoridades de saúde locais. O veterano de 33 anos e ex-número 1 do mundo entende que essa é a forma mais segura de manter o circuito durante a pandemia da Covid-19. O britânico cita até mesmo o recente número de mortes pela doença no Brasil para justificar o pedido para que os demais jogadores entendam a gravidade do momento.

"Sei que não é muito divertido ficar na bolha. Em Miami, por exemplo, você olhava pela janela e a cidade inteira estava completamente aberta, mas os jogadores estavam obviamente na bolha", disse Murray, em entrevista ao Herald Scotland. "Mas se não tivesse a bolha, ainda mais na época do spring break, com toneladas de pessoas vindas de todo o país e festejando, um monte de jogadores começaria a dar positivo para Covid-19, e isso também seria muito difícil para o torneio".

"Posso perceber, da perspectiva dos jogadores, que isso pode ser frustrante. E, como já dura há um certo tempo, é um pouco cansativo. Sei que alguns jogadores australianos vão passar nove ou dez meses longe de casa, porque voltarem ao país terão que passar duas semanas em um hotel. Então entendo que tudo isso seja difícil", acrescentou o britânico, citando as rígidas normas de controle da doença na Austrália.

"Mas, ao mesmo tempo, eu vejo que 60 mil pessoas morreram no Brasil no mês passado por causa do coronavírus. Então, se é isso que temos que fazer para continuar fazendo nosso trabalho e dar aos torneios alguma segurança, que seja. É uma época muito incerta todo mundo. No momento, [a bolha] é a melhor maneira de manter os torneios seguros, além de proteger os jogadores e os membros das equipes", complementou o a atual 121º colocado do ranking.

'Jogadores devem apoiar a vacinação', diz Murray

Murray também cobra empenho dos jogadores em participar de campanhas de vacinação. "Se você não quer ficar em uma bolha por tanto tempo, você precisa apoiar a vacinação, porque você não pode simplesmente dizer, 'Não, queremos apenas viver normalmente e não queremos ficar na bolha, mas nós também não queremos ser vacinados'. Isso, para mim, seria idiotice".

O bicampeão de Wimbledon também falou sobre suas perspectivas sobre as condições de segurança do Grand Slam londrino, que começa em 28 de junho e vai até 11 de julho. Este ano, a tradição de os tenistas alugarem casas próximas ao All England Club precisará ser desfeita e os jogadores deverão ficar em hotéis. "Seria muito estranho jogar em Wimbledon sem poder ver a família e também não tê-los na quadra para nos apoiar durante as partidas. Mas essa é a época em que vivemos".

"Tenho esperança de que, se continuarmos com a vacinação, haverá a possibilidade de os membros da família e amigos já vacinados possam comprar ingressos e virem nos apoiar. Mas se não der, é o que temos para este ano", explica o britânico, ao citar também sobre a possibilidade de o torneio receber público. "Eu espero que possamos receber um bom público. Ouvi falar em 30%, mas não sei se seriam 30% do estádio ou do clube. Não saberia dizer se a Quadra Central ou a Quadra Nº 1 ficariam lotadas ou não, mas vamos ver até lá".

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