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Thiem: 'Caí em um buraco e veremos se consigo sair'
20/04/2021 às 11h15

Viena (Áustria) - Afastado do circuito desde as eliminações precoces nos torneios árabes, caindo na estreia em Dubai e na segunda partida em Doha, o austríaco Dominic Thiem abriu o coração em entrevista para o jornal Der Standard e revelou estar em um péssimo momento, não apenas mental, mas também físico, principalmente por causa de problemas nos joelhos.

“No ano passado, durante a primeira quarentena, tive problemas com meu joelho direito, mas agora é o esquerdo. Só que naquela época, eu não precisava sair de nenhum torneio, porque não havia. É um problema congênito, que aparece de vez em quando. Os médicos estão descobrindo mais sobre isso agora, mas leva algumas semanas para desaparecer”, contou o atual número 4 do mundo.

“Já começou a doer na Austrália. É uma dor intensa, mas vai passar”, complementou Thiem, que prefere focar na recuperação para só voltar quando estiver totalmente recuperado. “No tênis, você não tem tempo para processar a vitória. Nesse esporte, se você não estiver 100%, você perde. Foi o que aconteceu comigo em 2021”, explicou.

O austríaco destaca que a competitividade é grande e os adversários são muito fortes. “Portanto, é melhor não ir aos torneios e só voltar quando estiver melhor. Se eu tivesse ido para Belgrado, teria perdido na primeira rodada de novo e teria me afundado mais em uma espiral negativa. Eu preciso fugir disso. Prefiro ficar em casa. Não sou o primeiro a passar por isso, nem serei o último”, disse.

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Para o atual campeão do US Open, a dinâmica do tênis não dá brechas para maus momentos, mesmo logo após grandes vitórias. “Quando você passa a vida inteira perseguindo um objetivo e condiciona tudo para isso, uma vez que você o atinge, as coisas deixam de ser as mesmas. Isto é normal. O problema é que no tênis tudo passa muito rápido e não desacelera”, lamentou Thiem.

“Quando ganhei o US Open, estava eufórico. Os resultados continuaram bons, chegando à final em Londres. Mas na minha preparação para esta temporada, caí em um buraco. Veremos se consigo sair. Não sei, espero que sim”, observou o austríaco, que agora corre contra o tempo para voltar aos bons resultados ainda no saibro.

“Faz muito tempo que não enfrento os top e não sei em que nível estou. Espero poder jogar Madri e Roma e gostaria de ser competitivo em Paris. Conseguir uma medalha nas Olimpíadas seria um sonho, mas veremos o que acontece com a pandemia. De qualquer forma, não vou deixar que isso acabe com o meu sonho de jogar tênis”, finalizou.


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