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Pliskova: 'Não mudo meu jeito de jogar no saibro'
20/04/2021 às 08h17

Pliskova diz que não abre mão de seu estilo de jogo agressivo mesmo no saibro

Foto: Porsche Tennis Grand Prix
por Mário Sérgio Cruz

Stuttgart (Alemanha) - Reconhecida por ser uma jogadora agressiva e com muita potência nos golpes, especialmente o saque e o forehand, Karolina Pliskova vem mostrando que é possível manter seu padrão de jogo também na temporada de saibro e colher ótimos resultados. Nos últimos anos, a tcheca conquistou títulos em Stuttgart e Roma, além de alcançar uma semifinal de Roland Garros, sem abrir mão de sua proposta ofensiva. Pelo contrário, a atual número 9 do mundo afirma que quando tentou mudar um pouco o jeito de jogar para se adaptar ao piso, os resultados não a acompanharam.

"Eu sou da República Tcheca, então cresci no saibro. Eu passei muito tempo no saibro quando era bem pequena e também no circuito juvenil. Mas é claro que, para algumas pessoas, o meu jogo talvez não pareça ser o mais adequando para o piso", disse Pliskova ao TenisBrasil na entrevista coletiva antes do WTA 500 de Stuttgart. A tcheca estreia no torneio contra a lucky-loser alemã Tamara Korpatsch.

"Quando eu comecei a jogar os torneios profissionais, eu tentei fazer um jogo um pouco diferente no saibro, usar mais spin na bola, mas acho que foi um erro e parei de fazer isso. Eu vi que muitas jogadoras estavam batendo forte na bola e que o saibro já não era mais tão lento. Então eu poderia jogar de forma agressiva e vencer as jogadoras que correm muito, como a Simona [Halep] e outras meninas do estilo dela", explicou a ex-líder do ranking mundial.

"Então, eu continuo com o meu jogo. É isso que tem funcionado nos últimos anos e, para ser honesta, acho que Stuttgart sempre foi um torneio um pouco mais rápido porque também é em quadra coberta, então não é como o saibro espanhol. Portanto, espero ter alguns bons resultados aqui e também nas próximas semanas", complementou a vencedora de 16 títulos no circuito, sendo três deles no saibro. Em Stuttgart, já foi campeã na temporada 2018.

Início de temporada não foi o ideal
Com apenas sete vitórias na temporada e chegando às quartas em somente um torneio em 2021, Pliskova reconhece que o início de temporada não foi o ideal. "É claro que não foi o melhor começo de ano até agora. Acho que fiz algumas boas partidas, mas em outras eu queria jogar muito melhor. Por muitos anos, fui super consistente. Então, talvez este ano seja um pouco diferente", explica a tcheca, que terminou as últimas cinco temporadas no top 10.

"Estou tentando fazer o meu melhor para voltar ao nível onde já estive e estou treinando bem. Acho que vou precisar de mais tempo. Claro, não é o melhor sensação sobre o meu ano até agora, mas acho que estou fazendo muitas coisas certas. Então, felizmente, o ano ainda é longo e ainda há muitos torneios pela frente", comenta a jogadora de 29 anos e que ainda busca seu primeiro título de Grand Slam.

Para a tcheca, um dos motivos para o desempenho abaixo do esperado é a falta de ritmo de competição. O circuito ficou paralisado por cinco meses no ano passado devido à pandemia da Covid-19. Além disso, a WTA ofereceu poucas opções de torneios na reta final de 2020, com cancelamento de todos os eventos na Ásia, fazendo com que a temporada também terminasse mais cedo que o previsto.

"Na verdade estou cansada de só treinar (risos). Então acho que eu preciso disputar mais partidas. A sensação que você tem dentro da quadra durante uma partida é uma coisa impossível de treinar. Então eu acho que estou perdendo um pouco disso, talvez porque eu parei por muito tempo. Nunca fiquei tanto tempo sem disputar um torneio. Isso nunca aconteceu comigo. Então, não importa o motivo, vou tentar jogar todos os torneios que eu puder e eles vão me ajudar a ter essa sensação de volta".

Trabalho com Sascha está apenas começando

Pliskova também comentou sobre os primeiros meses de trabalho com sua nova equipe, sob o comando do técnico Sascha Bajin e do preparador físico Azuz Simchich. O grupo foi formado em novembro do ano passado, durante a pré-temporada.

"Com Sascha, acho que tudo está funcionando bem. Ficamos alguns meses atrasados, mas ainda não havia muitos torneios e eu também não joguei muito bem, mas nada disso é culpa dele. Eu acho que é só... às vezes você nem sabe o motivo pelo qual as coisas estão acontecendo. Então, talvez seja esse o caso. Mas ele está tentando o seu melhor, e eu estou tentando o meu melhor. Espero que possamos ter mais sucesso no futuro, mas tudo está funcionando bem".

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