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Bicampeã, Kerber terá clima diferente em Stuttgart
19/04/2021 às 07h35

Com apenas quatro vitórias na temporada, Kerber tenta recuperar a confiança em Stuttgart

Foto: Porsche Tennis Grand Prix
por Mário Sérgio Cruz

Stuttgart (Alemanha) - Bicampeã do WTA 500 de Stuttgart em 2015 e 2016, Angelique Kerber está bastante acostumada com o ambiente do evento que abre a temporada europeia no saibro. Além de seus dois títulos, a experiente alemã de 33 anos e ex-número 1 do mundo disputa o torneio na Porsche Arena desde 2005 e também defendeu as cores de seu país nesse estádio em diversos confrontos da Copa Billie Jean King nos últimos anos.

Mas a atmosfera em Stuttgart será diferente este ano. Após o cancelamento da edição do ano passado e ainda em meio à pandemia da Covid-19, que exige várias restrições de segurança, a organização do evento vai promover uma competição sem a presença da torcida, que tanto apoiou a principal jogadora do país na atualidade.

"Certeza será completamente diferente. Quando eu joguei nos anos anteriores, diante de um estádio lotado, eu conhecia a atmosfera e tive todo o apoio, mas este ano tudo é um pouco diferente", disse Kerber ao TenisBrasil, durante a entrevista coletiva no último domingo em Stuttgart. "Mas vou tentar jogar o meu melhor tênis e sei que os fãs estão ao meu lado. Sei que eles estarão me vendo jogar pela TV, vou tentar também transmitir as minhas emoções para eles, e dar tudo que posso. É claro que é diferente, mas tentarei tirar o melhor proveito da situação".

Com apenas quatro vitórias e cinco derrotas na temporada, Kerber sabe que o início de 2021 não foi o ideal e espera recuperar a confiança. Ela estreia contra a georgiana vinda do quali Ekaterine Gorgodze e pode cruzar o caminho da número 5 do mundo Elina Svitolina nas oitavas. "Sei que não foi o começo de ano que eu desejava e existem algumas razões para isso. Acho que preciso de ritmo de jogo e também talvez de algumas partidas mais duras poder ganhar confiança. Mas ainda temos que focar agora na primeira rodada e depois vamos ver o que vem pela frente", ponderou a experiente alemã de 33 anos e atual 25ª do ranking.

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"Este é um torneio importante para mim. Já ganhei aqui duas vezes e é sempre bom voltar, especialmente quando você joga em seu próprio país. Para mim, a temporada de quadra de saibro sempre começa aqui em Stuttgart", acrescentou a vencedora de três Grand Slam. "Vencer de novo um grande torneio como este seria muito bom, mas ainda tenho um longo caminho pela frente. Sei que é preciso focar em cada rodada. Temos uma chave muito difícil aqui, o que torna o torneio especial em todos os anos. Darei o meu melhor para ir o mais longe que puder e jogar um bom tênis".

'Ainda estamos na pandemia', pondera a alemã sobre o calendário

Após o adiamento de Roland Garros em uma semana, o calendário do circuito precisou de alguns ajustes, que foram divulgados na última sexta-feira. A WTA já se antecipou e planejou toda a agenda de competições até o US Open, que vai de 30 de agosto a 13 de setembro. A definição do calendário é uma ótima notícia para a alemã.

"Para nós jogadoras, é sempre importante quando podemos programar o nosso calendário. Mas por outro lado, acho que temos que ser muito gratas e felizes por ainda podermos disputar os torneios, mesmo nesta situação, porque ainda estamos na pandemia. Temos que ter cuidado e, para nós, é muito importante que possamos mostrar que continuamos treinando e entrando em quadra para trazer um sorriso para os nossos torcedores. Podemos jogar e competir e os fãs podem nos ajudar de casa".

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