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Após altos e baixos, Kvitova está pronta para o saibro
18/04/2021 às 13h06

Kvitova defende o título em Stuttgart e terá estreia complicada contra Jennifer Brady

Foto: Porsche Tennis Grand Prix
por Mário Sérgio Cruz

Stuttgart (Alemanha) - O início de temporada para Petra Kvitova foi de alguns altos e baixos. Campeã no piso duro de Doha ainda março, jogando um tênis de altíssimo nível para superar Garbiñe Muguruza na final, a tcheca sofreu uma lesão na coxa direita, que comprometeu seu desempenho na semana seguinte e a fez desistir de atuar em Dubai. Depois, a canhota de 31 anos jogou bem em Miami, apesar de ter caído nas oitavas, mas sofreu uma eliminação precoce em Charleston. Na próxima semana, ela disputa o fortíssimo WTA 500 de Stuttgart, torneio que já conquistou em 2019, e se diz cada vez mais pronta para atuar no saibro europeu, de olho em Roland Garros.

"A temporada inteira tem sido uma montanha-russa até agora. No Australian Open, infelizmente, eu não fui muito bem. Ganhei Doha, mas logo depois eu me machuquei. Em Miami, não foi tão ruim, e eu poderia ter vencido a [Elina] Svitolina. Não estava muito bem preparada em Charleston, porque sempre preciso de um pouco de tempo no saibro", disse , disse Kvitova em entrevista coletiva neste domingo em Stuttgart. "Mas coisas estão melhorando. O que falta a mim e a muitas outras jogadoras é um pouco de prática. Estou aqui em Stuttgart desde quinta-feira e treinando todos os dias. Acho que estou melhor e só preciso de algumas partidas, eu acho".

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Com sete integrantes do top 10 na chave, a atual número 10 do mundo estreia contra a norte-americana Jennifer Brady, 14ª colocada. "Sei que é difícil defender o título aqui. Sabendo do nível das jogadoras que estão na chave. Será um torneio incrivelmente forte como todos os anos. Todo mundo pode ganhar aqui. Mas é claro que, quando o torneio começar, você precisa pensar jogo a jogo. Como estamos apenas no começo, está realmente muito longe para pensar sobre isso".

Temporada de grama ficou mais curta em 2021

 
 
 
 
 
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Apesar de a temporada de saibro estar apenas no início, o adiamento de uma semana na disputa de Roland Garros já causa impacto também no circuito da grama, que acabou ficando um pouco mais curto. No calendário do tênis feminino, o torneio de 's-Hertogenbosch foi cancelado e o de Nottingham corre risco, o que eliminaria a primeira semana da grama. Diante desse cenário, a bicampeã de Wimbledon lamentou ter menos oportunidades de jogar no piso, mas acredita ter uma boa preparação para os dois próximos Grand Slam.

"Para quem ama jogar na grama, como eu, dói ter uma semana a menos. Mas acho que vai ser mais difícil para quem não está baseado aqui na Europa para mudar a programação. Pode ter um efeito maior sobre essas jogadoras", comentou Kvitova, pensando nas colegas do circuito. 

"Então, é claro, se alguém for muito longe em Paris, vai perder uma semana de grama, provavelmente, o que pode ser ruim para Wimbledon", ponderou a tcheca de 31 anos, que semifinalista de Roland Garros no ano passado. "Mas por outro lado, na maioria das vezes, todo muda joga naquelas duas últimas semanas antes de Wimbledon. Pensando assim, quem já joga bem na grama e talvez não precise de muito tempo de preparação, e provavelmente poderia levar vantagem. Mas ainda são duas semanas, então acho que ainda é tempo suficiente para todo mundo se preparar".

Viajar sem a equipe não é problema

Quando foi campeã em Stuttgart, há dois anos, Kvitova viajou sem a companhia de sua equipe e mesmo assim teve um bom resultado. Ela repetiu a estratégia durante a recente conquista em Doha, quando deu folga para o técnico Jiri Vanek, para o preparador físico Ivan Trebaticky e para o fisioterapeuta Florian Zitzelsberger, viajando apenas na companhia de uma amiga, mas garante que sua rotina de treinos não muda.

"Às vezes, durante o ano, eu gosto de ir com um pouco mais de calma. Então vou apenas com uma amiga. Quando ganhei o torneio aqui em Stuttgart também foi assim, mas eu não acho que haja uma conexão nisso", explicou a tcheca ao TenisBrasil. "Claro que ainda estou treinando muito quando não estou nos torneios. Então não é um problema. Acho que todo mundo sabe que preciso de um tempo para estar em casa também e às vezes não há problema em vir sozinha ou com uma amiga".

Futuro promissor de jovem tcheca 
A experiente jogadora tcheca também comentou sobre a jovem promessa de 15 anos Linda Fruhvirtova, que conseguiu suas primeiras vitórias na WTA na última semana, chegando às quartas de final em Charleston. Kvitova diz que já teve a oportunidade de disputar exibições com ela durante a paralisação do circuito no ano passado e falou sobre as orientações que deu a ela e também à irmã mais nova, Brenda Fruhvirtova, que ainda disputa os torneios juvenis.

 
 
 
 
 
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"Ano passado, quando não tínhamos torneios, fizemos algumas exibições por equipes na República Tcheca e ela estava no meu time. E ela era muito legal e sempre conseguia jogar. Como capitã da equipe, sempre tinha a chance de vê-la jogar e treinei com ela um pouco. Vi agora que ela ganhou duas partidas em Charleston e sei que é uma jogadora muito talentosa".

"Na República Tcheca, todo mundo a conhece há bastante tempo, assim como a irmã. As duas são talentosas e podem jogar muito bem. Espero que ela ainda esteja bem de saúde, possa jogar e se concentrar totalmente nisso. Até agora, acho que ela realmente não tem nenhum problema e desejo-lhe boa sorte na carreira. Com certeza será difícil, porque ela ainda é muito jovem e tudo é novo para ela nessa fase, mas espero que ela permaneça no circuito por bastante tempo".

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