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Depois de depressão, Zormann tenta volta ao tênis
07/04/2021 às 14h20

Zormann busca financiamento coletivo para ajudá-lo financeiramente em seu retorno ao circuito

Foto: João Pires/Fotojump
Felipe Priante

Um dos nomes de destaque de sua geração, o paulista Marcelo Zormann brilhou como juvenil, chegou a ocupar a 12ª colocação no ranking da ITF e conquistou dois importantes títulos de duplas ao lado do gaúcho Orlando Luz, com quem venceu Wimbledon e faturou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos da Juventude, ambos em 2014.

Na transição para o circuito profissional, o tenista nascido em Lins, cidade no interior paulista, Zormann conseguiu alguns bons resultados em futures, venceu três deles em simples e chegou a ocupar o 467º posto no ranking da ATP. Contudo, em 2018 veio o momento mais duro de sua vida: aos 22 anos de idade, a depressão o fez precisar se afastar do circuito profissional.

O paulista passou a se dedicar à sua saúde mental, focou no tratamento e agora se sente pronto para retomar a carreira. Depois de passar um tempo dando aulas de tênis, Zormann agora quer dar a volta por cima e competir novamente. O paulista abriu um financiamento coletivo na internet para ajudá-lo nessa empreitada, mas também não quer ser o único beneficiado.

“A ideia de associar à escolinha do Fabiano de Paula foi minha, pois achei que seria muito interessante as pessoas ajudarem não somente a mim, mas também às crianças e famílias que estão precisando de ajuda, principalmente nesse momento”, explica o atleta de 24 anos em entrevista para TenisBrasil.

Ele reconhece que o momento é de dificuldade extra por causa da pandemia, mas acredita estar mais fortalecido depois de tudo pelo que passou. Zormann pretende disputar torneios interclubes na Alemanha e alguns ITF em seu retorno e não tem metas além de tentar retomar a carreira de tenista profissional.

 
 
 
 
 
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Leia a entrevista completa com Zormann:

Como você está no momento?

Estou muito bem (risos). Apesar de todas as dificuldades que tive no período da depressão saio mais forte, maduro, me conhecendo melhor e até mesmo grato pelo que aconteceu apesar de tudo.

O que foi mais difícil de superar para tomar essa decisão de voltar ao tênis profissional?

Com certeza foi a depressão porque ela faz um mal para a pessoa que é algo que só quem tem ou teve sabe o quão difícil é de se manter firme e ter forças pra lutar contra e não fazer nenhuma besteira.

O momento atual, ainda em meio a uma pandemia trará complicações ainda maiores. Como você espera superar essas dificuldades?

Acho que minhas maiores dificuldades são a parte financeira. Independente de arrecadar todo o valor da 'vakinha' ou não, isso já vai me ajudar muito junto com os interclubes na Alemanha. Também há uma incerteza em saber se vou conseguir ir pra Europa jogar os torneios e os interclubes. Estou vendo as possibilidades e em quais países consigo entrar através de algum future ou de alguma outra forma.

Como surgiu a ideia do financiamento coletivo? E a ideia de também fazê-lo atrelado à Escolinha do Fabiano de Paula?

A ideia veio do meu cunhado (Erik de Lucca) e minha namorada (Ingrid Magossi) depois de eu ter tido a ideia de conseguir algo pra fazer uma rifa. Aí eles tiveram essa ideia para tentar alcançar um valor maior pra me ajudar por um período maior nessa volta ao circuito. A ideia de associar à escolinha foi minha, pois achei que seria muito interessante as pessoas ajudarem não somente a mim, mas também às crianças e famílias que estão precisando de ajuda, principalmente nesse momento que vive nosso país.

 
 
 
 
 
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Qual era sua rotina enquanto esteve afastado das competições? O que pode experimentar de novo?

Eu estava dando aulas e ajudando a construir a Academia De Lucca em Paulínia, que foi onde fiz todo meu processo de terapia e tratamento da depressão. As maiores experiências foi a interação com pessoas de diferentes profissões, histórias e visões de vida. Participar da construção da academia também foi uma experiência muito bacana!

Há alguma meta ou algo do gênero que você tenha colocado?

A meta de início é sentir como vai ser voltar ao circuito, competir em alto nível novamente, me sentir bem competindo nesse nível e voltar ao ranking profissional

Tem algum recado final para quem te acompanha e torce pelo seu sucesso?

Só agradecer quem está ajudando na 'vakinha', quem está divulgando e a todos que mandaram mensagens positivas e estão na torcida! E para quem está num momento ruim, com pensamentos negativos ou está com depressão, não desista e procure ajudar profissional que eu garanto que vai valer a pena, e que você vai se sentir feliz e em paz novamente.


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