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'Não devo nada a ninguém', afirma campeã Barty
03/04/2021 às 18h56

Miami (EUA) - Depois de ótima atuação no primeiro set e domínio no começo do segundo, a australiana Ashleigh Barty viu a canadense Bianca Andreescu abandonar após torção do pé, o que automaticamente lhe deu o segundo título em Miami e reforçou a liderança do ranking.

"Nunca é uma forma que se queira terminar uma partida, muito menos uma final. Sinto muito por Bianca, que sofreu já tanto com lesões em sua carreira", afirmou. "Sempre que vemos uma companheira de profissão claramente lesionada não é agradável, porque todos sabemos como isso é duro. Espero que isso não prejudique sua temporada, porque ela é uma tenista excepcional. Mas estou certa que foi a primeira de muitas batalhas que iremos travar no futuro".

Questionada se o título é uma resposta à polêmica criada em torno de sua liderança, devido ao congelamento do ranking, a australiana foi direta. "Não tenho que mostrar nada a ninguém, conheço bem o trabalho diário que faço com minha equipe. Sei que falaram muito sobre o fato de eu não ter jogado torneios no ano passado (entre março e outubro), mas o fato é que eu não cai no ranking, mas também não melhorei. Tive um 2019 incrível e assim pude aproveitar isso agora que voltamos a competir. O que me importa é ir à quadra e dar o melhor, sem ligar para o que dizem".

Sobre os games efetivamente jogados na final deste sábado, a australiana afirmou que as rajadas de vento foram um grande problema. "As condições estavam bastante complicadas, era uma tortura lá na quadra. É até difícil fazer análise de um jogo assim, mas foi agradável ter achado um jeito de levar o primeiro set". Mais uma vez, destacou o saque: "Treino muito, porque é o único golpe do tênis que temos total controle, quando podemos pensar o que queremos fazer antes de executar. Sempre quis que o serviço fosse uma das minhas grandes armas. Hoje, senti que usei isso de forma inteligente".

Barty lembrou da dificuldade que foi para chegar a Miami. "Foram 50 horas, algo realmente longo, muito tempo voando. Tudo o que eu queria quando cheguei era treinar. Senti que melhorava a cada rodada, que era o que buscávamos. E cheguei ao título. Primeira vez que defendo um troféu, isso também é muito especial", lembrou ela, que salvou um match-point na estreia.

Seu desafio agora são as quadras de saibro e o retorno a Roland Garros, que conquistou em 2019 e não voltou para defender no ano passado. "Começo pelo saibro verde de Charleston já na semana que vem e em seguida vou para a Europa para jogar em Stuttgart, Madri e Roma antes de chegar a Paris. Cruzaremos os dedos e torcer para que todos esses lugares permaneçam com condições seguras frente à pandemia".

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