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WTA começa a descongelar ranking em 5 de abril
25/03/2021 às 19h50

Swiatek, por exemplo, pode manter pontos de Roland Garros até outubro. Depois fica com a campanha de 2021

Foto: Arquivo
por Mário Sérgio Cruz

A WTA emitiu um comunicado na tarde desta quinta-feira a respeito do descongelamento do ranking e desconto de pontos conquistados em 2019. O processo já será iniciado no dia 5 de abril, após o WTA 1000 de Miami, respeitando uma série de critérios de acordo com as datas dos torneios, já que aconteceram cancelamentos e remanejamentos de data tanto em 2020 quanto em 2021.

Uma diferença fundamental com relação aos critérios adotados pela ATP é que o desconto dos pontos de 2019 será total, e não de 50% como será feito no circuito masculino. A ideia dos gestores do circuito feminino é que o ranking de 52 semanas seja restabelecido o mais rápido possível, embora não exista um prazo limite para isso. Na ATP já é certo que só teremos um ranking normalizado em 15 de agosto de 2022.

Acompanhe os critérios para o descongelamento do ranking feminino.

Pontos de 2019 em torneios cancelados em 2020, mas retomados em 2021: Os resultados obtidos há dois anos em torneios como Miami, Madri e Charleston, que aconteceram em 2019 e voltam ao circuito este ano, serão integralmente retirados depois de 104 semanas (dois anos)

* Exemplo: A número 1 do mundo Ashleigh Barty já tem que defender seus 1000 pontos pelo título de Miami em 2019. Em abril, Madison Keys defende pontos em Charleston. 

Pontos de 2019 em torneios cancelados em 2020 e também em 2021: Os resultados obtidos nesses eventos serão mantidos no ranking até que esses torneios tenham uma nova edição.

* Exemplo: Os mil pontos conquistados por Bianca Andreescu no torneio de Indian Wells em 2019 continuam no ranking até que o evento tenha uma nova edição.

Torneios de 2020 que foram disputados fora da data habitual: Esse critério vale para os pontos conquistados no ano passado em Roland Garros, Roma, Estrasburgo e Istambul, já que a temporada de saibro foi transferida de abril e maio para setembro e outubro

- Os pontos de 2019 caem após 104 semanas
- Os pontos de 2020 permanecem por até 52 semanas se forem melhores que os resultados de 2021 nos mesmos torneios. Quando esses resultados forem descontados, em setembro ou outubro, entram os pontos de 2021 no lugar.
- Nos casos dos WTA de Lexington, Praga e Palermo, os pontos de 2019 duram 104 semanas. Já os resultados de 2020 duram 52 semanas ou até a próxima edição do torneio, o que vier primeiro.

Exemplo: Caso a polonesa Iga Swiatek não consiga defender o título de Roland Garros em junho, ela continua com esses 2 mil pontos até outubro, um ano após o torneio de 2020. Só então, passam a valer os pontos da campanha que ela fizer em 2021.

Pontos de 2020 em torneios não disputados em 2021: Para os torneios como os de Brisbane, Auckland e Shenzhen, que aconteceram no início do ano passado, mas foram cancelados este ano, os resultados vão durar 104 semanas e caem em 2022.

* Exemplo: Serena Williams foi campeã em Auckland no ano passado e vai manter esses 280 pontos até janeiro de 2022.

Pontos de 2020 ou 2021 no atual 'ranking de dois anos': O caso engloba eventos como Australian Open, Doha, Dubai e São Petersburgo. Se o melhor resultado da tenista for de 2020, os pontos caem em 104 semanas ou até a realização do torneio de 2022. Da mesma forma, se a melhor campanha da jogadora for de 2021, o desconto será após 52 semanas ou até a próxima edição.

* Exemplo: No Australian Open de 2022, tanto Sofia Kenin (campeã em janeiro de 2020) quanto Naomi Osaka (vencedora em fevereiro de 2021) terão 2 mil pontos a defender.

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