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Mesmo já vacinada, Halep fica na 'bolha' em Miami
24/03/2021 às 16h57

A romena está sujeita às mesmas restrições de segurança que as demais jogadoras em Miami

Foto: Arquivo

Miami (EUA) - Apesar de já estar vacinada contra a Covid-19, atendendo o protocolo estabelecido pelas autoridades de saúde da Romênia, Simona Halep não tem nenhum tipo de tratamento especial no circuito e continua sujeita às mesmas regras de isolamento que as demais jogadoras. Isso acontece nesta semana, durante o WTA 1000 de Miami, e a número 3 do mundo respeita a decisão dos organizadores do evento.

Em Miami, os tenistas não precisaram ficar em quarentena da mesma forma que aconteceu por duas semanas antes do Australian Open, mas só podem se deslocar entre o hotel e o local do torneio. Caso seja constatado que algum atleta violou as regras, ele pode ser multado e até retirado da competição. Mesmo uma pessoa já vacinada, como é o caso de Halep, precisa continuar em ambientes controlados. Afinal, apesar de ela ter imunidade às formas mais graves da doença, ela ainda poderia correr o risco de ter contato com uma carga viral suficiente para contaminar outras pessoas.

"Eu já tomei a vacina. E posso dizer que estou um pouco mais segura agora, mas ainda assim eu me protejo. Ainda estamos na bolha. Sei que é cansativo permanecer em bolhas todas as semanas. Mas temos que respeitar as regras", disse Halep, que já disputou duas semifinais em Miami e luta por um título inédito.

"Eu me sinto mais confortável para viajar agora. Por isso decidi vir para cá. Algumas semanas atrás, alguém me perguntou: 'Por que eu iria jogar em Miami se eu não joguei o US Open do ano passado?' Eu disse que já faz muito tempo desde agosto, e que agora estou em uma condição melhor também mentalmente, e é por isso que estou no torneio e fico feliz por estar aqui", complementa a romena, que espera pela vencedora entre a compatriota Mihaela Buzarnescu e a francesa Caroline Garcia.

A romena também chegou a ser diagnosticada com a doença no ano passado, mas se considera uma pessoa de sorte, por ter tido apenas sintomas leves. "Foi um ano muito difícil para todos. Eu também senti isso. Tive a sorte de não apresentar sintomas graves durante o tempo que estava com Covid", afirmou. "Acho que temos que continuar pensando positivo. Mas é bom que possamos jogar os torneios. Isso nos dá um pouco de esperança de que em breve estaremos de volta ao normal".

"Aprendi que temos que viver a cada dia, porque nunca se sabe o que vem amanhã. Posso dizer que consigo aproveitar cada dia da minha vida. Estando em casa, eu me diverti muito com minha família e com meus amigos. Nós não viajamos, porque eu estava realmente com medo de sair de casa. Portanto, eu fiquei em casa o tempo todo quando o circuito estava parado", explica a jogadora de 29 anos.

Halep também acredita que o período com muitas restrições torna o circuito ainda mais imprevisível. Em treze torneios disputados nesse início de temporada, a WTA teve 12 campeãs diferentes. Só a russa Daria Kasatkina conseguiu ganhar dois títulos em 2021. "Acho que esse período não é fácil para nós. É difícil ficar trancada no hotel, na bolha, em todos os torneios. Não acredito que todas as jogadoras possam ter o melhor desempenho que podem oferecer".

"Sempre falei que no tênis feminino, o circuito é muito aberto e todo mundo pode ganhar um torneio, estando dentro ou fora do top 10. Não estou muito surpresa com esse início de temporada. Eu sei que os torneios não são fáceis para as jogadoras nesta situação. É por isso que sinto que todo mundo tem chance de ganhar qualquer torneio".

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