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Para Muguruza, série de vices não abala a confiança
12/03/2021 às 18h34

Muguruza perdeu as últimas três finais que disputou e não vence um título importante desde 2017

Foto: DDF Tennis/Site Oficial

Dubai (Emirados Árabes) - Classificada para a final do WTA 1000 de Dubai, Garbiñe Muguruza tenta colocar fim a uma incômoda sequência de derrotas em decisões, especialmente nos torneios importantes. A espanhola de 27 anos já ficou com vice-campeonatos de WTA 500 em Melbourne e Doha na atual temporada, além de ter perdido a final do Australian Open do ano passado.

Campeã de Roland Garros em 2016 e de Wimbledon na temporada seguinte, Muguruza não vence um torneio tão importante desde 2017 em Cincinnati. A ex-líder do ranking e atual 16ª colocada tem sete títulos no circuito, mas os dois últimos foram em torneios WTA International (atuais WTA 250) em Monterrey nos anos de 2018 e 2019. Muguruza enfrenta neste sábado a tcheca Barbora Krejcikova, 63ª do ranking, em busca do título em Dubai.

"Conquistar o título é o objetivo de todo mundo. Jogamos duro para chegar à final. Talvez as finais mais recentes não tenham ido para o meu lado, mas em algum momento isso vai acontecer. Se você chega a uma final, é sinal de que está jogando bem. E é nesse nível que eu quero estar", disse Muguruza, em fevereiro perdeu para Ashleigh Barty no Yarra Valley Classic, e para Petra Kvitova na final de Doha no último sábado. Ainda assim, a espanhola venceu 17 dos 21 jogos que disputou na temporada.

Espanhola precisou de sete match points na semi
A vitória na semifinal contra Elise Mertens foi bastante sofrida, já que Muguruza precisou de 2h07 para vencer 6/4 e 7/6 (7-5) e só conseguiu fechar o jogo no sétimo match point. "Acho que foi uma partida muito difícil. Mesmo sendo por 2 sets a 0, foram sets difíceis, com pontos longos e muitos ralis. Foi uma partida que exigiu muito do físico. Eu precisava manter o foco o tempo todo, senão ela voltaria para o jogo. Acho que não joguei mal nos match points, não perdi a concentração, e nem fiquei muito irritada. Mas ela estava jogando seu melhor tênis na hora certa e estava se defendendo muito bem".

A espanhola, que chegou a liderar o segundo set por 5/3 e foi quebrada quando sacava para o jogo, conta como fez para lidar com as oportunidades perdidas. "Eu dizia para mim mesma: 'Cara, eu tenho que fechar esse jogo', mas eu também pensei: 'Ok. Estou jogando bem, mais cedo ou mais tarde eu vou converter um match point'. No final, fiquei feliz e aliviada por ter conseguido vencer em dois sets. Sabia que se ela conseguisse vencer o segundo set, estaria mais animada para o terceiro set. Ela também salvou match point ontem e estava aguentando firme no jogo".

Krejcikova: 'Vou fazer o melhor que eu posso'
Adversária de Muguruza na final, Krejcikova só tem uma final de simples no currículo, tendo ficado com o vice-campeonato no saibro de Nuremberg. Sua carreira nas duplas, entretanto, é bem mais vitoriosa, com evidente destaque para as conquistas de Roland Garros e Wimbledon em 2018 ao lado de Katerina Siniakova e liderança do ranking. No início de 2021, a tcheca de 25 anos também foi finalista nas duplas femininas e campeã de duplas mistas no Australian Open.

"São muitas emoções passando pela minha cabeça agora", disse Krejcikova após sua vitória por 7/5 e 6/2 sobre a suíça Jil Teichmann na semifinal. "Estou ansiosa para enfrentá-la. Ela é uma lenda do esporte e venceu muitos títulos. Vai ser uma experiência incrível para mim. Vou tentar jogar meu melhor tênis e ver o que ela está fazendo e para aprender muitas coisas. Vou fazer o melhor que eu posso".

"Hoje eu não estava jogando o meu melhor, mas também porque Jil realmente não me deixou jogar o meu melhor", avalia a tcheca, que salvou dois set points quando perdia a primeira parcial por 5/4. "Estou muito feliz por ter conseguido salvar esses dois set points. Depois, achei meu ritmo um pouco melhor e fiquei muito feliz por ter conseguido vencer o jogo".

Na estreia do torneio, Krejcikova já passou pela cabeça 12 Maria Sakkari. Depois, eliminou as campeãs de Grand Slam Jelena Ostapenko e Svetlana Kuznetsova. Nas quartas, venceu a jovem russa Anastasia Potapova, antes do duelo com Teichmann nesta sexta-feira. "Desde o meu primeiro jogo, eu me senti muito bem com a bola, com a quadra e com as condições daqui. Estou muito feliz por ainda poder continuar no torneio e me divertir o tempo todo quando estou na quadra, ganhando ou até perdendo. Gosto de estar sempre na quadra".

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