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Djokovic: 'Apoio da família e de todo país foi crucial'
09/03/2021 às 13h38

Belgrado (Sérvia) - Maior número 1 do mundo da história da ATP, o sérvio Novak Djokovic comemorou mais uma marca expressiva em sua vitoriosa carreira. Em entrevista exclusiva à NDTV, o líder do ranking por 311 semanas, e contando, garantiu que só conseguiu tantas conquistas por causa do enorme apoio que teve em sua vida, tanto da família quanto do time e também de todo o seu país.

“É algo que sempre sonhei desde criança (alcançar recordes), desde que comecei a jogar tênis. Espero poder manter este nível para continuar a fazer parte deste mundo. Não sinto que seja um sucesso só meu, devo destacar o amor e a força que minha família, minha equipe e todo o meu país me dão. Eles foram cruciais para conseguir tudo isso”, afirmou o tenista de 33 anos.

“Acho que ainda não consigo entender 100% o que tudo isso significa, em parte ainda sou aquele garotinho com uma raquete na mão que mal pode esperar para jogar o próximo torneio, para fazer a próxima viagem. Ao mesmo tempo, fazer parte da história de um esporte que adoro é um privilégio absoluto, algo com que sempre sonhei e que respeito muito, me sinto muito feliz”, afirmou Djokovic.

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O sérvio lembrou das dificuldades pelas quais teve que passar. "Meu caminho não foi nada fácil, é claro, mas de alguma forma me fortaleceu. Tivemos duas guerras diferentes nos anos 90 e passávamos por bloqueios. Crescer num país marcado pela guerra foi um desafio, sobretudo para os meus pais: são eles que têm a responsabilidade de constituir família e isso não foi fácil”, contou.

“Não foi fácil dizer aos meus pais para me apoiarem em um esporte que é muito caro e no qual quase não havia tradição em nosso país”, acrescentou Djokovic, que enalteceu o crescimento do tênis sérvio nos últimos 15 anos. “Nosso país sempre teve ótimos resultados em esportes coletivos, como vôlei ou basquete, mas o tênis nunca foi muito popular”, lembrou o sérvio.

“Não existia um sistema que permitisse a muitos jovens brilhar e ter facilidades. Agora tudo isso está começando a mudar. Nos últimos dez anos tivemos quatro número 1: dois no feminino, Ana Ivanovic e Jelena Jankovic , um em duplas com Nenad Zimonjic e o meu caso. É difícil explicar como surgiu tanto sucesso, mas este é um daqueles momentos que devemos abraçar e que deve servir de rampa de lançamento para o futuro. Sinto uma grande responsabilidade em relação ao esporte sérvio, uma responsabilidade de transmitir meu conhecimento para a próxima geração”, acrescentou.

Djokovic ainda lembrou com carinho de quando alcançou a liderança do ranking pela primeira vez. “Quando ganhei Wimbledon em 2011 e cheguei a ser o número 1 do mundo pela primeira vez, voltei para o meu país e o que vivi nas comemorações com meu povo foi algo que sempre lembrarei”, falou o tenista de Belgrado.

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