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Conquista de Kvitova veio durante a folga da equipe
08/03/2021 às 18h24

Tcheca viajou para o Qatar acompanhada apenas de uma amiga e conquistou o título

Foto: Divulgação

Doha (Qatar) - Campeã do WTA 500 de Doha no último sábado e aniversariante desta segunda-feira, Petra Kvitova colocou fim a um jejum de títulos que já vinha desde abril de 2019 em Stuttgart. Curiosamente, a conquista veio num momento em que ela deu folga para a equipe, o técnico Jiri Vanek, o preparador físico Ivan Trebaticky e o fisioterapeuta Florian Zitzelsberger. A tcheca, que completa 31 anos neste 8 de março, viajou acompanhada apenas de uma amiga, algo que ela já fez em outros torneios.

"Eu vim para cá também sem a minha equipe, só com uma amiga. Já venci alguns torneios assim no passado, sem os meus treinadores. Então isso é muito engraçado, eu diria. Mas é claro que mantive em contato com eles. Só é um pouco diferente. Eu estava esperando por um título desde Stuttgart/2019 e é muito bom vencer novamente depois de um tempo", disse Kvitova, em entrevista ao site da WTA.

"Significa muito, porque mostra que eu ainda posso competir contra as melhores e vencer. Claro, eu fui semifinalista de Roland Garros, mas ganhar um título é outra história", afirma a atual número 10 do mundo. "Eu estava trabalhando muito na quadra e fora dela para ficar melhor, para estar em forma, para não me machucar, apenas para jogar melhor e sacar melhor. Às vezes dá certo, às vezes não. Espero que ainda tenha resultado em algum momento do ano", acrescenta a tcheca, que já estreia no WTA 1000 de Dubai nesta terça-feira, contra a suíça Jil Teichmann, 54ª do ranking.

Bicampeã de Wimbledon nos anos de 2011 e 2014, Kvitova comentou sobre o fato de como lidava com a pressão quando era mais jovem. Além disso, a agressiva tenista tcheca conta que precisou mudar um pouco o jeito de jogar ao longo dos anos. "Cada vez que eu pisava na quadra, sentia que tinha que ganhar porque eu tinha um título de Grand Slam e agora precisava que ganhar tudo. As outras não se sentem assim. Elas dizem: 'Ok, vou apenas jogar e não tenho nada a perder'".

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"E, claro, o meu jogo é um pouco arriscado e às vezes não é o melhor (risos). Mas é acho que eu melhorei nisso também e não arrisco tanto. Às vezes eu apenas coloco a bola no meio da quadra, como fiz no jogo de hoje. Então, sim, é um pouco diferente. Quando você está mais madura, passa a pensar mais no tênis, na vida, na família. Estou cuidando mais de tudo. Provavelmente é por isso que às vezes demais eu penso demais".

Vitória das quartas foi a mais difícil
Kvitova acredita que o jogo mais difícil da semana passada foi contra Anett Kontaveit nas quartas de final, em que ela venceu por 6/3, 3/6 e 6/2. Nas fases seguintes, passou por Jessica Pegula na semi e Garbiñe Muguruza na final em sets diretos. A estreia contra a russa Anastasia Pavlyuchenkova também foi em dois sets.

"Já havia enfrentado a Anett outras vezes e sei que é sempre um grande desafio. Acho que comecei muito bem e com o meu ritmo e tudo, e de repente me senti muito cansada. Eu conseguia mais me mover e não sabia o que havia de errado comigo. Foi muito difícil. E acho que Anett também jogou melhor no segundo set", comenta a tcheca, que derrotou Kontaveit pela quinta vez em sete duelos.

"No início do terceiro set, eu estava tentando me animar um pouco. Então eu dizia para mim mesma: 'Lute por cada ponto'. Acho que o início do terceiro set foi decisivo, porque eu precisava confirmar o meu saque. Foi bom também ter conseguido devolver bem e ter vencido um daqueles games apertados no final do jogo. Foi uma vitória muito importante para mim. Era durante o dia, estava muito quente, e as condições estavam um pouco diferentes das dos outros jogos. Estou feliz por ter vencido".

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