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Gauff sente que está sendo cada vez mais estudada
25/02/2021 às 14h26

Aos 16 anos, Gauff tenta alcançar sua segunda final de WTA, sendo a primeira em nível 500

Foto: Divulgação

Adelaide (Austrália) - Com apenas 16 anos, Coco Gauff já pode alcançar a segunda e mais importante final de sua carreira no circuito. Para isso, a atual 52ª do ranking precisa vencer a semifinal do WTA 500 de Adelaide. Ela enfrenta a suíça Belinda Bencic, número 12 do mundo, na madrugada desta sexta-feira. Gauff, que começou a chamar atenção do circuito com uma incrível campanha desde o quali até as oitavas de final em Wimbledon em 2019, sente que está sendo cada vez mais estudada pelas adversárias e que precisa de experiência para seguir evoluindo.

"Sinto que as coisas mudaram definitivamente depois de Wimbledon, porque as pessoas estão mais familiarizadas com meu jogo", disse Gauff. "Eu sinto que em Wimbledon eu era nova, então não havia realmente um 'relatório de scout' sobre mim. Enquanto, agora eu noto que as jogadoras estão começando a acompanhar as estatísticas. Eles acabam usando isso nas partidas", disse Gauff, depois da vitória sobre a norte-americana Shelby Rogers nesta quinta-feira por 2/6, 6/4 e 6/4.

"Eu mesma assisto a muito mais filmagens de jogos do que normalmente fazia quando estava no juvenil. Naquela época, você não tinha muitas imagens, apenas perguntava a alguns jogadores como a pessoa joga. Mas agora, com a tecnologia, todos têm acesso às estatísticas e tudo mais, então é definitivamente muito mais competitivo quando se trata do lado estratégico do que eu sinto do que costumava ser no passado", avalia a norte-americana, que já chegou a ocupar o 47º lugar do ranking e tem um título de WTA, conquistado em Linz no ano de 2019.

"Ainda sou nova e preciso de muito mais experiência, então preciso jogar mais partidas", explica a tenista, que iniciou a semana com apenas 53 vitórias no circuito profissional. "Não percebia o quanto a experiência é importante até que enfrentar algumas jogadoras que são muito mais velhas do que eu e ver que elas sabem o que fazer. Mesmo quando se trata de pequenos jogos mentais, elas sabem o que fazer nesses momentos. Então, estou apenas aprendendo e aprendendo alguns truques".

Vinda do quali em Adelaide, Gauff também destaca que é importante encontrar meios de vencer os jogos mesmo quando não está jogando bem. "São poucos os jogadores capazes de disputar sete partidas totalmente bem o tempo todo. E se o fizerem, será uma oportunidade única na vida. Sempre há um jogo em que vai ser bem apertado. Vimos o Djokovic, em sua campanha no Australian Open. Ele perdeu um set contra o Tiafoe e dois contra o Fritz, então você nem sempre vai jogar o seu melhor. Mas eu acho aquelas vitórias em que você não joga o seu melhor são as mais importantes".

Swiatek e Teichmann na outra semifinal
A outra semifinal em Adelaide terá a polonesa Iga Swiatek, atual campeã de Roland Garros e número 18 do mundo, e a suíça Jil Teichamann a partir de 1h30 (de Brasília). Bencic e Gauff duelam às 5h. A brasileira Luisa Stefani está na semifinal de duplas e joga ao lado da norte-americana Hayley Carter por volta das 6h30. Elas enfrentam as chinesas Zhaoxuan Yang e Yifan Xu.

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