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Preparador de Federer detalha complexa reabilitação
24/02/2021 às 21h23

Suíço passou por duas cirurgias no joelho e precisou de um longo processo de recuperação

Foto: Arquivo

Basileia (Suíça) - Com a proximidade do retorno de Roger Federer ao circuito, o preparador físico Pierre Paganini falou ao jornal The Tages Anzeiger sobre o longo processo de recuperação do suíço. Federer, que volta às quadras em menos de duas semanas no ATP 250 de Doha, está sem jogar desde a semifinal do Australian Open de 2020. O veterano de 39 anos e número 5 do mundo está em fase final de recuperação das duas cirurgias que fez no joelho direito, a primeira em fevereiro de 2020 e a segunda em junho.

"Nunca dou informações sobre problemas médicos, mas o que posso dizer é que esse problema já existe há vários anos, então é claro que a recuperação seria complexa. Acima de tudo, é importante que progrida lentamente, a passos de tartaruga, para que você não tenha mais contratempos", disse Paganini, em entrevista conduzida por Rene Stauffer, autor de uma das biografias de Federer.

"E ele também não teve mais problemas depois da segunda cirurgia. Tivemos que fazer a segunda operação no mesmo local da primeira. O joelho ficou particularmente frágil depois de duas operações. Isso fez com que nos movêssemos ainda mais devagar. Estamos agora na reta final, mas ainda estamos trabalhando", acrescentou o preparador físico, que está desde 2000 na equipe do suíço.

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Paganini comparou o processo atual de recuperação com o que ele teve em 2016, quando precisou operar o joelho esquerdo e ficou sem jogar durante todo o segundo semestre, mas voltou ao circuito em grande forma e foi campeão do Australian Open e de Wimbedon. "A grande diferença em relação a 2016 é que quando ele fez uma pausa na carreira depois de Wimbledon, seus músculos continuavam ativos. Agora tivemos uma pausa total em que os músculos se deterioraram consideravelmente. Foi muito tempo entre a primeira operação e o momento em julho quando dissemos que poderíamos começar a trabalhar de novo progressivamente".

"Os músculos não estavam mais na mesma condição e precisavam de mais tempo de recuperação. Ao mesmo tempo, você deve fazer vários exercícios para que o corpo aprenda a manter as repetições em um determinado nível. E então, tem que fazer uma pausa e ver como o corpo reage", explicou o preparador físico. "No início de outubro, começamos do nível mais baixo. No entanto, tentamos desde o início incorporar aspectos de coordenação na estrutura. Sempre tivemos que saber o que era possível. Como o corpo reage a isso ou aquilo? E se ele estiver cansado? E se ele estiver descansado? E tudo, desde o menor movimento após a operação até o ponto em que, com sorte, ele poderá jogar tênis novamente".

A respeito da rotina atual de treinamentos, Paganini também se mostra bastante satisfeito com a evolução do suíço. "Ele treina praticamente normal. Se você assistir, não diria que ele estava lesionado. Está tudo bem. Mas não se esqueça: só quando todas as etapas estiverem concluídas é que o tempo de reação dele começa a funcionar. Isso é muito importante no tênis. Faz muito tempo que não trabalhamos nisso. Foi preciso muita paciência para chegar a esse ponto. É uma loucura pensar nisso tudo", afirmou.

"Quando se trata de força, ele volta para onde estava antes da lesão. Mas não se trata apenas de volume muscular, mas também da versatilidade. O tênis não é um esporte de força. Você só usa o treinamento de força para atingir seus objetivos na quadra. Estamos trabalhando muito na velocidade porque sabemos muito bem que esse será um ponto importante".

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