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Brady chega confiante à final: 'Mereço estar aqui'
18/02/2021 às 13h50

Brady diz que jogo contra Osaka no ano passado a ajudou a ter mais confiança

Foto: Divulgação

Melbourne (Austrália) - Garantida na final do Australian Open, a norte-americana Jennifer Brady chega confiante para o duelo contra Naomi Osaka no próximo sábado. Curiosamente o ganho de confiança da jogadora de 25 anos e atual 24ª do ranking começou a surgir em um outro duelo contra Osaka, na semifinal do US Open do ano passado

"Aquela partida que joguei contra a Naomi na semifinal do US Open pode ter mudado minha vida e a minha visão de como devo disputar um Grand Slam", disse Brady ao WTA Insider. "Agora, nunca tenho dúvidas se posso vencer a partida ou não. Sei agora que pertenço a este nível e que eu ganhei o direito de competir pelos títulos de Grand Slam quatro vezes por ano".

"Quando eu entrar em quadra, sei que ela não vai me dominar. Ela não vai jogar um tênis inacreditável onde eu não consigo fazer meu jogo. Tenho a mentalidade de que não estou abaixo dela", acrescentou a norte-americana, que encarou quarentena rígida antes do torneio. "Acredito que a partida está na minha raquete, está sob meu controle. Não preciso esperar que a minha adversária não jogue bem. Em vez disso, sou apenas eu controlando as minhas emoções e tentando estar no controle dos pontos, do meu jogo e de mim mesma".

Mas apesar da confiança, Brady sabe que a número 3 do mundo entra como favorita. Osaka venceu o duelo em Nova York e também uma partida no har-tru (saibro verde) de Charleston em 2018. Já a norte-americana levou a melhor em um confronto disptuado em 2014, válido por um torneio da ITF. "Eu não tenho nada a perder. Ela é uma campeã de Grand Slam, está melhor no ranking e me venceu da última vez que nos enfrentamos. Sei que posso começar a partida um pouco nervosa, mas tudo é uma questão de se acomodar ao jogo e não perder a crença de que posso vencer. Se eu perder isso, não terei chance".

Norte-americana sabe que não jogou bem na semifinal
Brady também falou sobre a difícil vitória na semifinal desta quinta-feira, em que superou a tcheca Karolina Muchova por 6/4, 3/6 e 6/4. "Eu comecei um pouco estranha hoje. Eu estava super empolgada e bem fisicamente, mas minhas pernas não se moviam. Eu me senti como se estivesse presa na lama. Não consegui tive intensidade até o início do terceiro set", comenta a norte-americana, que terminou o jogo com 20 winners e 38 erros.

A norte-americana precisou de cinco match points. "O último game demorou muito mais do que eu esperava. Eu estava tão nervosa que não conseguia sentir minhas pernas. Meus braços tremiam. Eu só esperava que ela errasse, mas ela não, e ela estava jogando de forma mais agressiva. Então, eu diria que comecei a resmungar e assim por diante e por diante. Mas fui pensando ponto a ponto, e finalmente consegui fechar o jogo".

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