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'As pessoas não se lembram das vices', diz Osaka
18/02/2021 às 10h49

Japonesa mantém um excelente histórico em fases decisivas de Grand Slam

Foto: Divulgação

Melbourne (Austrália) - Com apenas 23 anos, Naomi Osaka já tem a chance de conquistar seu quarto título de Grand Slam e o segundo Australian Open. Além disso, ao superar Serena Williams na semifinal desta quinta-feira em Melbourne, a japonesa ampliou uma impressionante escrita em fases decisivas de Slam, já que venceu todos os 15 jogos que fez pelas quartas, semis ou finais de torneios desse porte. Até por isso, Osaka destaca a mentalidade de campeã e segue disposta a ampliar sua coleção de troféus.

"Tenho a mentalidade de que as pessoas não se lembram das vice-campeãs. Você pode até lembrar, mas o nome da campeã é aquele que fica gravado. Tenho que lutar muito na final, porque a minha adversária venceu tantas partidas quanto eu no torneio. Então, é como se fosse a maior das batalhas", disse Osaka, que já venceu finais de Slam contra a própria Serena, além de também ter superado Petra Kvitova e Victoria Azarenka nesses confrontos.

 
 
 
 
 
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A respeito da vitória por 6/4 e 6/3 sobre Serena em Melbourne, a japonesa voltou a destacar sua idolatria pela veterana de 39 anos e vencedora de 23 títulos de Grand Slam. "É sempre uma honra enfrentar a Serena. E eu simplesmente não queria jogar muito mal, então eu precisava tentar o meu melhor. Eu ainda era criança quando assistia a ela jogar. Só estar na quadra jogando contra ela é um sonho".

Osaka começou a semifinal de forma errática, com dificuldade para colocar o primeiro serviço em quadra. Ela sofreu uma quebra precoce, e viu Serena abrir 2/0, além de ter escapado de break points em outros dois games de saque, que poderiam deixá-la em situação delicada. Mas a japonesa conseguiu reagir a tempo nos pontos importantes e chegou a vencer cinco games seguidos no primeiro set.

"Senti que comecei o jogo com muitos erros não forçados, porque estava preocupada com o que ela faria se eu mandasse uma bola muito curta", explica a atual número 3 do mundo, que venceu Serena pela terceira vez em quatro duelos. "Quando ela quebrou o meu saque hoje, eu fiquei pensando enquanto me posicionava para devolver o saque dela. Na minha cabeça eu tinha todos esses pensamentos sobre como ela é a melhor sacadora e que eu provavelmente não conseguiria quebrar o saque dela.

"Então eu disse a mim mesma para apagar esses pensamentos e não me importar com isso, porque só posso jogar um ponto de cada vez e vou tentar o meu melhor para jogar cada ponto tão bem quanto eu posso", complementou a japonesa, que já havia sofrido com os pensamentos negativos na vitória sobre Garbiñe Muguruza nas oitavas. "Acho que foi por volta do 2/0 no primeiro set que eu comecei a dizendo a mim mesma para controlar o que posso controlar em vez de pensar no que ela faria".

Duelo com Brady na final em Melbourne
A adversária de Osaka na final marcada para sábado será a norte-americana Jennifer Brady, jogadora de 24 anos e 24ª do ranking. A japonesa venceu um recente duelo na semifinal do US Open do ano passado, e também levou a melhor no har-tru (saibro verde) de Charleston em 2018. Brady venceu uma partida de ITF entre elas, disputada ainda no ano de 2014.

"Aquela semifinal do US Open facilmente um dos meus jogos mais memoráveis. Acho que foi uma partida de alto nível o tempo todo. Para mim, não surpreende vê-la em outra semifinal ou outra final".

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