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Djokovic diz que teria desistido se não fosse um Slam
14/02/2021 às 14h17

Djokovic não conseguiu treinar antes da partida deste domingo e investiu o tempo na recuperação física

Foto: Peter Staples/ATP Tour

Melbourne (Austrália) - Apesar da melhora de suas condições físicas, Novak Djokovic reconhece que esteve muito perto de desistir da disputa do Australian Open. Depois da vitória sobre Milos Raonic neste domingo pelas oitavas de final, o sérvio admitiu que poderia ter deixado o torneio se não fosse um Grand Slam. Djokovic sofreu uma lesão muscular na região abdominal no jogo contra Taylor Fritz pela terceira rodada e correu contra o tempo nos últimos dois dias para ter condições de jogar.

"Eu não sabia se iria jogar ou não até algumas horas antes de entrar em quadra. Não peguei na raquete ontem. Não houve preparação para este jogo. Tentei usar cada hora possível para me recuperar e ter alguma um chance de entrar em quadra", disse Djokovic após a partida deste domingo. "Se fosse qualquer outro torneio, e não um Grand Slam, eu teria desistido. Por ser um Grand Slam, ainda quero fazer o meu melhor".

Mesmo sinalizando o desconforto em alguns momentos da partida, o sérvio não poupou esforços para vencer o jogo por 7/6 (7-4), 4/6, 6/1 e 6/4 em 2h55 de disputa. "Durante a partida a dor parava e voltava. Não é o ideal. Mas estou levando isso dia após dia. Não posso reclamar. Consegui vencer um grande jogador e espero que seja melhor em alguns dias".

"Agora tenho outras 40 horas ou algo assim até a próxima partida. Isso é ótimo nos Grand Slams. Você tem um dia e meio para descansar. Então, provavelmente, não vou treinar amanhã e apenas volto à rotina de recuperação, esperando que as coisas melhorem", afirmou o líder do ranking, ciente dos riscos de agravar a lesão. "Há sempre o risco de que a lesão piore, mas os médicos não acham que vai ficar muito pior a ponto de comprometer toda a minha temporada.

"Eu realmente não sei exatamente até onde vou no torneio com essa lesão. Ainda há potencialmente mais três partidas pela frente, e vai ficar cada vez mais difícil para mim na quadra", reconhece o jogador de 33 anos. "É realmente imprevisível. Mas enquanto estiver com altas doses de analgésicos, eu ainda posso suportar um pouco da dor. O lado ruim é que o remédio esconde o que realmente está acontecendo ali. Então você pode não sentir, mas o dano pode estar feito".

Duelo com Zverev nas quartas
Djokovic agora enfrenta o alemão Alexander Zverev. O sérvio lidera o histórico por 5 a 2 e venceu um recente confronto no início deste ano pela ATP Cup, também em Melbourne. "Sascha e eu nos damos muito bem fora da quadra. Ele é um cara ótimo. Brincamos ontem, porque tivemos lesões semelhantes. Ele estava dizendo que talvez jogaríamos sem saque",

O número 1 do mundo destaca o consistência que o jovem rival de 23 anos e sétimo colocado tem no circuito. "Ele é um dos melhores do circuito nos últimos cinco anos. Ainda é jovem, mas já tem experiência nesse tipo de jogo e ótimos golpes. Ele tem um jogo muito completo. Tivemos uma partida muito dura na ATP Cup. Não espero nada diferente daquilo".

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