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Muitas restrições, mas alívio por realizar o torneio
08/02/2021 às 15h38
Por Diego Diegues, de Melbourne
Especial para TenisBrasil

Trinta mil pessoas eram esperadas no primeiro dia do Aberto da Austrália. Afinal, depois de quase 11 meses, sem sediar nenhum grande evento esportivo, a cidade de Melbourne finalmente deu luz verde para seus moradores e claro amantes do tênis. Após adiamento de 3 semanas, catorze dias de quarentena, muita confusão e politicagem, além de incertezas, indefinições e muita espera, nomes como Serena Williams, Novak Djokovic, Dominic Thiem e Naomi Osaka não tiveram dificuldades para avançar à segunda rodada do primeiro Grand Slam do ano.

Porém, o que se viu dentro do complexo do Melbourne Park foram áreas vazias, cadeiras em branco, muito distanciamento social e, claro, o uso de máscaras. Por causa da pandemia que afeta o mundo inteiro e causou muitos danos e mortes em Melbourne, no ano passado, o governo australiano e também a Tennis Australia tomaram medidas drásticas para a edição 2021.

Ainda que repercuta negativamente a realização do torneio, uma vez que, mais de 30 mil australianos foram proibidos de voltar para suas casas, até que a situação da Covid-19 seja totalmente controlada, há quem apoie a vinda de jogadores à Austrália. “Os moradores de Melbourne sofreram muito no ano passado com a questão do vírus, e hoje poder sair de casa e acompanhar esses atletas jogando um tênis de alto nível é um alívio enorme. Além de, claro, colocar a cidade de Melbourne nos holofotes esportivos de novo”, argumentou Michael Logarzo, professor de tênis. 

Muito diferente dos outros anos, mas tão comum em tempos de pandemia, o uso da máscara é obrigatório na edição 2021 do Aberto da Austrália. "Máscaras são obrigatórias em estádios e quaisquer eventos esportivos”, disse Dan Andrews, governador do estado de Victoria. Vale lembrar que tanto Rod Laver Arena como Margaret Court são considerados estádios abertos, por isso, uma vez dentro das arquibancadas o uso da máscara não é obrigatório, porém, em caso de chuva, e a necessidade do teto retrátil ser fechado, todos os espectadores deverão utilizar a máscara.

Levando em consideração os protocolos de saúde, somente 50% dos ingressos foram liberados pela organização do torneio. Talvez isso explique o motivo de somente 17.922 terem comparecido no primeiro dia, registrando o número mais baixo nos últimos 15 anos de Aberto da Austrália. Vale lembrar que ano passado, antes da Covid acontecer, o primeiro Grand Slam do ano registrou 41.781 espectadores no dia inicial.

Com a capacidade reduzida pela metade, em virtude da pandemia, os famosos “Ground Pass tickets”, que davam acesso ao complexo inteiro do Melbourne Park, não incluso Rod Laver e Margaret Court, foram banidos. No seu lugar, o Aberto da Austrália 2021 foi dividido em 3 zonas.

Zona 1 Azul - John Cain Arena

Acesso à Arena John Cain, renomeada este ano em homenagem ao ex-governador do estado de Victoria, John Cain. A zona azul também dá acesso às quadras de fora do complexo, onde os jogadores costumam treinar e se aquecer antes das partidas.

Zona 2 Roxa - Rod Laver Arena e Grand Slam Oval

Acesso ao principal estádio do Complexo, assim como ao Grand Slam Oval, onde são vendidas bebidas, comidas, além de música ao vivo e telões, na qual os espectadores podem assistir aos jogos. O Grand Slam Oval é também responsável pelos estandes dos principais patrocinadores do torneio, além da loja do Aberto da Austrália, em que podem ser adquiridos diversos itens da competição.

Zona 3 Laranja - Margaret Court Arena
Acesso Margaret Court Arena, 1573 Arena, Quadra 3, Garden Square.

Além de poder assistir aos jogos na segunda maior arena do Complexo, os espectadores podem acompanhar todas as outras partidas, nas quadras de dentro do Melbourne Park, além da Arena 1573, responsável por sediar a maioria dos jogos de duplas em anos anteriores. Vale lembrar que o Garden Square é responsável pelo maior telão do torneio e geralmente os torcedores se juntam para assistir os locais, como Ash Barty e Nick Kyrgios.

Behind the line - Atrás da linha

Uma das grandes novidades do torneio foi a não presença dos juízes de linha. Ao invés disso, a organização do torneio investiu numa espécie de câmera tecnológica, colocada atrás e nas laterais das linhas.

O projeto foi usado com vozes gravadas por pessoas que ajudaram de alguma forma no combate à Covid19 e também às fortes queimadas que atingiram Melbourne no começo do ano passado. Profissionais da saúde, bombeiros e salva-vidas foram convidados a gravar e falar “out” toda vez que um tenista bate uma bola para fora ou erra um saque.

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