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Presença da torcida motivou Djokovic a tentar jogar
29/01/2021 às 14h40

Sérvio vinha sofrendo com uma bolha na mão direita e disputou apenas um set em Adelaide

Foto: Divulgação

Adelaide (Austrália) - A presença das quase 4 mil pessoas nas arquibancadas do Memorial Drive, em Adelaide, motivou Novak Djokovic a tentar jogar nesta sexta-feira mesmo com uma incômoda bolha na mão direita. Antes da partida contra o italiano Jannik Sinner pela série de exibições, Djokovic havia anunciado uma desistência para tratar do problema físico e foi substituído pelo também sérvio Filip Krajinovic. Mas já no segundo set, ele conseguiu entrar em quadra e até venceu uma parcial contra Sinner por 6/3.

"Lamento não jogado desde o início. Eu tive que fazer algum tratamento com meu fisioterapeuta e não estava me sentindo bem nos últimos dias. Eu queria jogar, mas não sabia como o corpo iria reagir", disse Djokovic, na entrevista ainda em quadra.

"Jogar com a dor é parte do nosso trabalho. Nós aprendemos a fazer isso ao longo dos anos. E com a ATP Cup e o Australian Open se aproximando, você não quer se arriscar muito. Mas quando eu vi a torcida e essas arquibancadas lotadas, a emoção foi tão grande que eu tive que jogar", acrescentou o sérvio, que voltará a atuar na próxima terça-feira pela ATP Cup, em Melbourne.

Como a Austrália fez um controle rígido dos casos de Covid-19 durante a pandemia, não há transmissão comunitária do coronavírus no país. Com isso, é possível realizar o evento com público nos estádios e lotação próxima do total. O cenário é bem diferente do que foi visto no segundo semestre do ano passado, com estádios vazios ou com público bastante reduzido.

"Muito obrigado a todos que vieram hoje. Nós não jogávamos diante de um público assim há 12 meses, então isso é muito especial", explica o veterano de 33 anos, que conquistou um título em Adelaide em 2007. "Eu admiro o amor e a paixão de vocês pelo esporte. Adelaide tem um lugar especial no meu coração. Foi aqui que eu venci um dos meus primeiros torneios da ATP, há 14 anos".

"Eu já tive um técnico que vivia na Austrália [Dejan Petrovic], então eu vinha para Adelaide muitas vezes para treinar. Nesta semana eu vi algumas pessoas que eu não encontrava há quase 15 anos. E todo mundo foi muito legal conosco. Sei que é o momento difícil para todo mundo que está sofrendo", acrescenta o líder do ranking, que busca seu nono título do Australian Open.

Djokovic também celebrou o fim do período de quarentena em que ele e outros tenistas tiveram que cumprir desde que chegaram à Austrália. "Eu me sinto grato por ter a oportunidade de estar aqui. Não foi difícil ficar 14 dias preso no quarto e saindo só durante algumas horas por dia para treinar. Mas no fim, valeu a pena, porque vocês [o público] fizeram esse dia muito especial para nós".

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