Notícias | Dia a dia
Pandemia fez Barty relembrar pausa na carreira
23/01/2021 às 16h40

Barty relembrou o período em que parou de jogar tênis para se dedicar ao críquete

Foto: Arquivo

Adelaide (Austrália) - Líder do ranking mundial, Ashleigh Barty conta os dias para voltar a jogar. O último torneio que a australiana disputou foi em fevereiro do ano passado em Doha, pouco antes da paralisação do circuito em razão da pandemia da Covid-19. Mesmo quando as competições foram retomadas, ela preferiu não atuar no segundo semestre de 2020, por conta das várias restrições que a Austrália tem para viagens ao exterior e até mesmo entre diferentes regiões do país.

Apesar de ter apenas 24 anos, esta já é a segunda longa pausa na carreira de Barty. Grande promessa australiana desde que venceu o torneio juvenil de Wimbledon com 14 anos em 2011, Barty conviveu com muita pressão e expectativa no início de sua carreira. Ela largou o tênis depois do US Open de 2014 e só voltaria a atuar em 2016. Nesse intervalo, chegou a jogar críquete profissionalmente.

"É engraçado, já tive esse tipo de pausa na minha carreira antes por diferentes motivos e provavelmente no mesmo período de tempo. E nas duas eu tive o mesmo desenvolvimento e crescimento pessoal", disse Barty, ao jornal australiano The Age.

"Eu aproveitei meu tempo em casa e tive muita sorte de ter meus amigos e familiares por perto, para usar isso essencialmente como um período para recarregar as energias", acrescentou a líder do ranking, que voltará a jogar no dia 29 de janeiro em Adelaide.

"Nas últimas três ou quatro semanas, comecei a ficar um pouco impaciente. Eu só quero começar a jogar logo", disse a australiana, satisfeita com a preparação que fez durante a pré-temporada. "O trabalho já foi feito. Agora é hora de se divertir um pouco".

Semifinalista em Melbourne no ano passado, Barty tenta ser a primeira jogadora da casa a vencer o Australian Open, mas garante que isso não lhe traz uma carga extra de pressão. "Não é diferente. Sinto que toda vez que entro na quadra há menos pressão".

"Cada vez que vou até lá, é uma oportunidade de dar o meu melhor. Então, independentemente de ganhar ou perder, durmo muito mais fácil à noite sabendo que fiz a coisa certa", explica a jogadora de 24 anos.

"Se eu tomar as decisões certas pelos motivos certos, então boas coisas vão acontecer. Não é todo dia que você vai conseguir os resultados, mas certamente a pressão percebida de fora é quase inexistente. Só estou tentando fazer o melhor que posso a cada dia, e isso é tudo que posso pedir a mim mesma".

Comentários
Loja - livros
Suzana Silva