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Demo diz que privilégios fazem parte do circuito
21/01/2021 às 15h22

Melbourne (Austrália) - Um dos cinco representantes brasileiros no Australian Open de 2021, Marcelo Demoliner minimizou uma das polêmicas deste primeiro Grand Slam do ano, que mesmo antes de começar já virou assunto por causa dos protocolos de saúde no país. O duplista gaúcho acredita que os privilégios dados aos tenistas que estão em Adelaide façam parte do circuito.

“Acredito que eles estão recebendo um tratamento preferencial, bem diferente de nós. Mas isso faz parte do circuito. Os tenistas de ponta sempre tiveram esse tratamento diferente, estamos meio acostumados. Viemos aqui sabendo que eles teriam melhores condições de treino, estrutura, hotéis”, afirmou o atual 44 do mundo nas duplas em entrevista para o UbiTennis.

“Eles também têm méritos por terem conquistado tudo o que conseguiram. Não sei se é justo, mas acredito que as condições poderiam ser mais semelhantes do que nesta situação”, completou Demo, que também pediu compreensão com a situação. Precisamos entender e nos adaptar, considerando que a Austrália fez um ótimo trabalho contendo o coronavírus”, disse o gaúcho.

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Demoliner acredita que seja momento de encarar as coisas com outros olhos. “É uma experiência incomum e uma situação muito complicada que estamos passando, da qual nos lembraremos por muito tempo. Obviamente, não é ideal sair por apenas cinco horas por dia, e ainda pior para os outros 72 jogadores que não podem sair, como meu parceiro Santiago Gonzalez. Eles correm o risco de se machucarem depois de não treinar por 14 dias, mas não tinha jeito”, observou.

“Tive um pouco de sorte porque fiquei em um dos hotéis que não precisamos de transporte para ir às quadras de treinamento. Isso tornou a questão da logística muito mais fácil. Os outros dois hotéis tiveram problemas com transporte e logística nos primeiros dois dias, mas não tenho do que reclamar”, finalizou Demo, que tem aproveitado ao máximo as cinco horas de treino que tem por dia.

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