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Badosa: 'Se abrir a porta do quarto, podem me punir'
19/01/2021 às 13h23

Melbourne (Austrália) - Uma das confinadas por chegar na Austrália em um dos três voos com contaminados, a espanhola Paula Badosa falou em entrevista ao AS sobre a situação pela qual está passando em Melbourne e como foi todo o processo até ser informada que precisaria ficar 14 dias em completo isolamento no quarto do hotel Grand Hyatt, onde está hospedada.

A espanhola de 23 anos começou contando como descobriu que ficaria em quarentena. “Eles nos enviaram um e-mail dizendo que alguém em nosso voo tinha testado positivo. A princípio, disseram que o controle era por seções, mas de um dia para o outro mudaram a norma e a estenderam a todo o voo”, falou Badosa.

“Eles nos deram poucas soluções além de ter que ficar no quarto o dia todo. É muito difícil chegar a um torneio assim, ainda mais um Grand Slam. Se eu abrir a porta eles podem me multar e só posso fazer isso quando me trazem a comida. É mentalmente opressor saber que ficaremos trancados assim por tantos dias”, acrescentou a espanhola.

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A atual 67 do mundo reforçou que não apenas o físico irá sofrer depois de 14 dias de confinamento, mas também o mental. “Estar trancada em uma sala de 20 metros quadrados pode criar ansiedade. Meu psicólogo tentará me ajudar à distância e vou tentar trabalhar nisso”, observou Badosa, que também falou sobre o prejuízo que terá no condicionamento.

“Posso perder mais da metade do meu desempenho atual em relação à força e ao cardiorrespiratório. Isso é um ultraje em um esporte de elite em que tudo se define em poucos detalhes, ainda mais antes de um Grand Slam, que é o torneio mais importante para os tenistas”, comentou a espanhola.

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Suzana Silva