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Federer pode perder maiores recordes em 15 dias
17/01/2021 às 22h58

A temporada de tênis de 2021 promete muito mais movimentação do que a de 2020. Com o calendário encurtado e o cancelamento de torneios por causa do coronavírus, a ATP precisou congelar o ranking por 5 meses no ano passado e com isso quase nenhum recorde foi alterado. Neste ano, mesmo que a programação do primeiro semestre ainda esteja afetada pela pandemia, a temporada estará repleta de torneios de peso. Com isso aparece a oportunidade de alcance de importantes marcas para grandes tenistas. Para outros, a ameaça de ter recordes superados.

Quem pode ser diretamente afetado é o suíço Roger Federer, que não joga há um ano, desde a derrota para Novak Djokovic na semifinal do Aberto da Austrália e não voltará a jogar pelo menos até o final de fevereiro. Além das duas cirurgias que fez no joelho direito, ele decidiu não competir no Aberto da Austrália por conta das restrições impostas pela pandemia.

Dessa forma, em apenas 15 dias, o suíço corre o risco de perder seus dois mais importantes recordes. No dia 21 de fevereiro, Rafael Nadal pode assumir a liderança como o jogador com maior quantidade de troféus de Grand Slam. Duas semanas depois, deve perder a marca de tenista com maior número de semanas no topo do ranking da ATP. Caso Djokovic permaneça na primeira posição até o dia 8 de março, o sérvio irá completar 311 semanas como número 1 do mundo, superando as 310 do rival suíço.

Djokovic, Nadal e Federer também disputarão ao longo de 2021 o pioneirismo em uma marca: ser o primeiro atleta a conquistar pelo menos dois títulos em cada Slam. Para o suíço e o sérvio, falta vencer outra vez Roland Garros, mas Nadal pode se antecipar se for bicampeão em Melbourne, título que conquistou em 2009. Embora mais improvável, o recorde de 31 finais de Grand Slam de Federer também poderá igualado ou superado, já que Nadal está com 28 e Djokovic, 27.

Os quatro Grand Slam do ano já estão com datas confirmadas e prometem voltar ao calendário tradicional caso a pandemia do coronavírus seja controlada. Atrasado em duas semanas, o Aberto da Austrália acontecerá entre 8 e 21 de fevereiro, Roland Garros retornará ao período de 23 de maio a 6 de junho depois de acontecer em setembro de 2020. Wimbledon, cancelado no ano passado, está marcado para 28 de junho a 11 de julho e o US Open, de 30 de agosto a 12 de setembro. Resta esperar e acompanhar para ver quais destes recordes serão alcançados nos torneios.

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Suzana Silva