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'Família tirou Federer da Austrália', revela Sá
06/01/2021 às 10h41

São Paulo (SP) - Responsável pela relação da Tennis Australia com os jogadores, o mineiro André Sá explicou que as questões envolvendo a rigorosa quarentena obrigatória foram cruciais para a ausência do suíço Roger Federer no Australian Open. Em entrevista ao Ace Bandsports, ele contou como foi a conversa com o dono de 20 títulos de Grand Slam.

“O motivo principal foi a quarentena. Eu falei com ele há um mês e ele tinha duas opções. Ele poderia vir com toda a família e fazer a quarentena. O problema é que a Mirka (esposa de Federer) e os filhos não poderiam sair do quarto. Eles teriam que ficar 14 dias dentro do quarto”, afirmou o ex-tenista profissional mineiro.

“A exceção é só para os jogadores. Ele poderia sair, treinar e voltar, mas a família não. A Mirka não aprovou a ideia. A outra opção seria ele vir sozinho. Só que aí seriam no mínimo cinco semanas longe da família e dos filhos”, acrescentou Sá.

Sem competir no circuito desde sua eliminação nas semifinais do Australian Open do ano passado, Federer passou por duas artroscopias no joelho direito em 2020. Em dezembro, seu agente de longa data Tony Godsick trouxe a informação de que o suíço não iria competir na Austrália.

Sá reforçou que a importância da família na decisão tomada por Federer de não competir na Austrália e adiar seu retorno ao circuito profissional. “Ele soltou: 'Cara, estou com 39 anos, quatro filhos, 20 Grand Slams. Já não estou na época de ficar cinco semanas longe da família’”, revelou o mineiro.

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