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Ex-presidente não vê sindicato mudando a ATP
25/12/2020 às 14h47

Londres (Inglaterra) - Ex-presidente da ATP, Chris Kermode falou um pouco sobre o legado que acredita ter deixado na entidade em entrevista ao Tennis Podcast, na qual também avaliou a iniciativa do sérvio Novak Djokovic de criar um sindicato paralelo dos jogadores. Para ele, a Professional Tennis Player Association (PTPA) tem tudo para não dar certo.

“Não é a primeira vez que isso acontece. Às vezes os jogadores querem algo, mas o Conselho não aprova, então eles não podem fazer o que querem. Temos de esperar um tempo para observar o que se passa com a PTPA. Pessoalmente não acredito que esta iniciativa vá ter um grande impacto no final, mas é uma mensagem que deve ser ouvida”, falou Kermode.

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O ex-dirigente da ATP foi comedido a falar sobre a liderança de Djokovic nesta iniciativa. “Não sei quais são as intenções de Djokovic, não posso julgar. Só acho que devemos ter muito cuidado ao fazer afirmações. O problema é que as necessidades do número 1 no mundo são diferentes das outras 2.000 e essas duas coisas são difíceis de conciliar”, observou o britânico.

Kermode também relembrou seu período no comando do circuito masculino. “Foi uma honra liderar a ATP. Foram momentos muito estressantes, mas foi bom ter a oportunidade de liderar um esporte mundial. Os números que deixamos são muito bons e tenho orgulho disso, o faturamento cresceu de 97 milhões de dólares em 2013 para 150 milhões em 2018”, disse o ex-presidente.

“Os prêmios em dinheiro passaram de 85 milhões para 135 milhões no mesmo período e o número de jogadores que ganharam mais de um milhão de dólares aumentou 90%. O crescimento real, porém, foi o do que ganham os jogadores entre 50 e 100 do ranking, que aumentou 69%, e para tenistas entre 150 e 200, que aumentou 65%”, complementou.

Apesar de destacar a redistribuição de dinheiro para jogadores de escalão inferior, Kermode foi categórico ao se posicionar sobre os torneios challengers. “Eles são uma categoria de transição para chegar ao circuito ATP, não um lugar para dedicar toda sua carreira”.

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