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Melo fecha ano em alta e motivado com mudanças
25/12/2020 às 08h30
Felipe Priante

Ex-número 1 do mundo, Marcelo Melo encerrou um capítulo importante na sua carreira neste ano diferente que foi 2020, com paralisação de mais de cinco meses por causa da pandemia do coronavírus. Ele e o polonês Lukasz Kubot encerraram uma duradoura e vitoriosa parceria, mas o desfecho foi amigável e agora o mineiro está animado para a nova dupla com o holandês Jean-Julein Rojer em 2021.

“Eu o conheço há muito tempo, desde a época dos futures e challengers, antes mesmo de começarmos a jogar só dupla. Sempre nos demos muito bem. Estou mantendo o nível alto e agora com um parceiro novo terei uma motivação extra”, afirmou o duplista de 37 anos em entrevista exclusiva para TenisBrasil, na qual também colocou a busca de uma medalha olímpica nos Jogos de Tóquio como principal objetivo do próximo ano.

Assim como já havia dito o conterrâneo Bruno Soares, Melo espera voltar do Japão com a inédita medalha para o tênis brasileiro. “A expectativa está lá em cima. Eu e o Bruno já tínhamos declarado nossa vontade de jogar as Olimpíadas nesse ano. Quando tivermos um calendário mais definido devemos escolher um ou dois torneios para jogarmos juntos. A gente quer muito essa medalha”, falou o atual número 10 de duplas.

O mineiro também fez uma avaliação da temporada que passou, afirmando que foi muito positiva dentro de quadra, com ótimos resultados. Por fim, Melo falou sobre os planos para o futuro, disse pensar em jogar por pelo menos mais três temporadas e que depois se vê seguindo ligado ao tênis, provavelmente como treinador. “Acho que tenho que devolver toda essa experiência que tive”.

Veja a entrevista completa com Melo:

 
 
 
 
 
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Como foi a conversa que definiu o fim de sua parceria com Kubot? E como foi continuar jogando ao lado dele até o fim da temporada?

Nós tivemos essa conversa em Roland Garros, foi uma conversa normal. Depois que definimos que a dupla não ia seguir mais para o ano que vem, definimos que a gente ia tentar buscar uma vaga no ATP Finals, que era uma motivação enorme encerrar a parceria lá, onde já tínhamos jogado algumas vezes. Nós fizemos história, chegando a número 1 do mundo e ganhando Wimbledon. Por isso seria muito legal terminar lá, mesmo entendendo que para ambos seria melhor continuar com parceiros diferentes para 2021.

A busca por parceiros foi fácil? Como surgiu o nome do Rojer e por que você acha que foi a melhor escolha a se fazer?

Eu o conheço há muito tempo, desde a época dos futures e challengers, antes mesmo de começarmos a jogar só dupla. Sempre nos demos muito bem, ele se dá bem com o Daniel (irmão e técnico de Marcelo). Sempre brincávamos que um dia a gente acabaria jogando juntos. Ele passou uns 7 anos com o (Horia) Tecau e sempre muito firme e eu praticamente troquei de parceiro só duas vezes. Nunca tivemos a oportunidade, mas quando terminei minha dupla eu o procurei para jogar junto. Ele ainda estava programado para jogar com o Tecau e fiquei esperando até o fim do ano, quando as duplas costumam conversar e aí como eles decidiram separar acabou me chamando para jogarmos juntos.

Na próxima temporada teremos muitas duplas novas e um começo bastante diferente do comum. Você acha que isso pode privilegiar quem se manteve junto pelo menos nas primeiras semanas ou nos primeiros meses?

Não acho que vá beneficiar quem se manteve junto. Os jogadores vão ter tempo para treinar na Austrália, serão 14 dias de quarentena e depois mais um torneio. Alguns ficaram muito tempo sem jogar e a maioria das duplas acabou mudando. Então acho que todos vão estar muito motivados, principalmente as duplas novas. Vai ser um começo de ano muito interessante.

Qual o balanço que dá para fazer de um ano tão conturbado como foi 2020?

Acho que 2020 foi um excelente ano, mesmo sendo conturbado. Nós começamos muito bem, fizemos semi no Rio, depois fomos campeões em Acapulco e então veio uma pausa muito grande. Conseguimos depois terminar o ano muito bem, ganhando Viena, com final em Colônia e semifinal em Paris. Conseguimos dois títulos em um ano muito atípico e fomos ao Finals, então acho que foi muito bom pelas condições.

 
 
 
 
 
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Se tudo ocorrer bem, teremos os Jogos Olímpicos de Tóquio no próximo ano. Como está a expectativa para a competição? Podemos ver você e Bruno jogando juntos alguma vez antes do torneio?

A expectativa está lá em cima. Eu e o Bruno já tínhamos declarado nossa vontade de jogar as Olimpíadas nesse ano. Tanto eu como ele já falamos que a medalha é uma coisa que falta na nossa carreira e que queremos muito. Ambos estão jogando em alto nível. Vamos fazer um planejamento específico como fizemos para esse ano, mas temos que esperar para ver quais torneios que podemos jogar juntos. Ano que vem quando tivermos um calendário mais definido devemos escolher um ou dois torneios para jogarmos juntos. A gente quer muito essa medalha.

Como estão suas metas e objetivos para 2021?

O principal objetivo meu no ano que vem é as Olimpíadas. Mas é claro que além disso vem tentar vencer mais um Grand Slam e buscar a classificação para o ATP Finals, que desta vez será em Turim depois de 10 anos em Londres.

Já com 37 anos e na reta final da carreira, quais os planos para o futuro? Já sabe mais ou menos quanto tempo pretende jogar? Tem algo em mente para fazer depois de parar com o circuito?

Ainda não estou muito no momento de definir o meu futuro, acredito que possa jogar ainda mais uns três anos. Por enquanto ainda não quero pensar em aposentadoria. Venho evoluindo a cada ano, tanto que são oito classificações consecutivas para o Finals, terminando no top 10. Estou mantendo o nível alto e agora com um parceiro novo terei uma motivação extra. Não quero pensar muito em aposentadoria. Mas uma hora ela vai vir e espero seguir ligado ao tênis, quem sabe como treinador, ainda não sei de quem, mas vou seguir ligado a esse esporte que é o que mais gosto de fazer. Acho que tenho que devolver toda essa experiência que tive.

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