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'Eu me sinto um convidado no top 10', afirma Rublev
23/12/2020 às 13h54

Barcelona (Espanha) - Um dos destaques da temporada, Andrey Rublev fechou 2020 como o tenista que mais ganhou títulos na ATP com suas cinco conquistas. A grande campanha dele no ano não passou batida, tanto que o russo venceu o prêmio de jogador que mais evoluiu no ano, bem como o seu treinador, o espanhol Fernando Vicente, foi escolhido o melhor técnico.

“Isso nos deixa muito orgulhosos e significa muito, tanto pelo voto dos torcedores quanto dos nossos colegas. Ele é o melhor treinador para mim, pois pensamos da mesma forma e é algo que vai além da quadra. Não há ninguém melhor do que ele para minha carreira”, destacou o russo em entrevista para jornal espanhol Marca.

Atual número 8 do mundo, Rublev revela ainda não se enxergar como um top 10 de fato. “Eu me sinto um convidado no top 10. Para realmente me sentir como um deles, tenho que encontrar consistência e isso significa estar nessa posição por alguns anos. Pode-se dizer que Thiem, Zverev ou Medvedev mereceram estar lá”, observou o russo.

Sem destacar um objetivo mais preciso, o tenista de 23 anos pretende seguir melhorando para a próxima temporada. “Quero saber onde está meu limite. Nos Grand Slam, não passei nas quartas de final”, declarou Rublev, que mudará ao menos uma coisa para 2021: fará um calendário mais controlado e enxuto do que ultimamente.

“Vou jogar menos. Acho que só parei de competir por duas semanas este ano (exceto a paralisação pela pandemia), mas tem uma explicação. Quando voltamos não sabíamos quando eles iriam nos parar novamente. Na verdade, depois de Roland Garros, falou-se muito que o Masters 1000 de Paris não aconteceria”, comentou o russo.

Rublev também falou sobre a pandemia de coronavírus e que não tem medo de contrair o vírus, embora cumpra todos os protocolos de segurança. “Você percebe que é algo incontrolável e que pode pegá-lo, não importa quantas medidas tome”, analisou o top 10, que inclusive comentou a contaminação do compatriota Karen Khachanov. “Ele teve poucos sintomas, mas sua esposa teve um momento pior. Os dois estão bem agora e Karen voltou a treinar”.

Por fim, o russo se posicionou sobre a questão da duração das partidas nos Grand Slam e defendeu a disputa em melhor de cinco sets. “O que diferencia os grandes torneios é que são em cinco sets e assim devem continuar, porque nas partidas você pode ver toda a preparação necessária no tênis, tanto física quanto mental”.

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