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Bruno: 'Jogos de Tóquio são a prioridade número 1'
21/12/2020 às 09h30

Duplista mineiro aposta em preparação especial ao lado de Marcelo Melo para a busca de medalha inédita

Foto: Cristiano Andujar/CBT
Felipe Priante

Apesar de conturbada por causa da pandemia e da paralisação de mais de cinco meses, a temporada de 2020 foi excelente para o mineiro Bruno Soares, principalmente depois do retorno do tênis, quando ele e o parceiro Mate Pavic fizeram duas finais seguidas de Grand Slam, conquistaram o título do US Open e depois terminaram o ano como dupla número 1 do mundo. Mesmo assim, o croata preferiu encerrar a parceria e em 2021 Bruno voltará a competir com o britânico Jamie Murray.

“Retomar essa parceria é fazer as duas coisas, olhar para trás e para frente. Nós amadurecemos mais, evoluímos mais e estamos jogando melhor. A gente sabe do potencial que tem como dupla e essa é uma parte bacana dessa retomada e agora é treinar duro para ir em busca dos resultados”, afirmou o mineiro em entrevista especial para TenisBrasil, na qual fez um balanço do ano que passou e falou sobre as metas para o próximo.

Bruno diz que o bom desempenho em 2020 mostra que ainda tem lenha para queimar e por isso acredita que no ano que vem seguirá brigando pelos principais títulos. Um deles promete ser especial: os Jogos Olímpicos de Tóquio. O duplista mineiro destaca a competição como a principal meta e explica que fará uma preparação especial ao lado de Marcelo Melo para buscar uma medalha inédita.

Veja a conversa completa com Bruno Soares:

Como integrante do Conselho dos Jogadores, a quantas anda o calendário da ATP para os primeiros meses de 2021? Quais os principais entraves para que ele ainda não tenha sido oficializado?

Há uma grande dificuldade pela mudança do Australian Open, esse atraso para o mês de fevereiro acabou embolando todos os torneios que acontecem depois. Precisa fazer um ajuste para caber os torneios em poucas semanas. Também tem a possibilidade de fazerem com que todos os eventos sejam realizados por causa dos problemas locais, foi realmente complicado. Com essa confirmação do Australian Open, acredito que aos poucos o calendário irá saindo para os jogadores se prepararem.

As dúvidas sobre o começo da próxima temporada atrapalham muito nesse período de preparação ou podem sem minimizados?

Já divulgaram o calendário das 7 primeiras semanas e acredito que na nesta semana irão divulgar o calendário do primeiro trimestre. A gente já estava sabendo que não ia começar antes de fevereiro e estamos nos preparando com isso, até ganhamos um tempo extra para fazer essa preparação.

Você e o Pavic demoraram um pouco para embalar, mas quando conseguiram fizeram duas finais seguidas de Grand Slam e foram a melhor dupla da temporada, mas vão se separar em 2020. Como foi a conversa que definiu isso?

Eu e o Mate realmente tivemos uma temporada incrível, principalmente pós-pandemia, com ótimos resultados e terminando o ano como dupla número 1 do mundo. A conversa foi estranha, ele expôs algumas coisas com as quais não concordei muito, mas também não quis ficar entrando em detalhe. Se depois de um ano como esse ele estava querendo separar, não sou eu quem tem que ficar convencendo-o. Acho que os resultados por si só já falam. Respeitei a sua decisão e é vida que segue.

 
 
 
 
 
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Quais foram os pontos altos deste ano? E quais foram os baixos?

Os pontos altos foram o título de Grand Slam (US Open) e terminar como dupla número 1 do mundo. Os baixos acho que foi a pandemia de uma forma geral, porque meu ano tenístico foi espetacular, acho que em relação ao desempenho não teve muita coisa, talvez só ter jogado um pouquinho melhor no começo. Mas dentro de quadra não posso reclamar de nada do que aconteceu.

Retomar a parceria com Jamie Murray é olhar para frente ou para trás? Quanto que o bom relacionamento entre vocês pesou nessa escolha?

Acho que retomar essa parceria é fazer as duas coisas, olhar para trás e para frente. Lá de trás nós podemos trazer muita coisa legal do que a gente fez, dos momentos que vivemos, do sucesso que conseguimos e até corrigirmos os erros que a gente teve. E olhar para frente para tentarmos conquistar esses resultados novamente. Nós amadurecemos mais, evoluímos mais e estamos jogando melhor. A gente sabe do potencial que tem como dupla e essa é uma parte bacana dessa retomada e agora é treinar duro para ir em busca dos resultados.

Em uma temporada que veremos tantas mudanças de duplas, você vê alguma vantagem em jogar com alguém que conhece bem?

Acho que sim. São muitas mudanças para 2021 e quem permanecer com a mesma dupla ou quem já teve uma experiência sai na frente, não vou dizer que é uma vantagem, mas com certeza já sai na frente. A margem na dupla está muito pequena e o nível está muito alto e ter esse entrosamento vai ajudar nas primeiras semanas.

 
 
 
 
 
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Você e o Jamie já traçaram planos ou objetivos para 2021?

Traçamos alguns planos, que são basicamente a classificação para o Finals, que neste ano vai ser em Turim, título de Grand Slam e brigar por número 1 do mundo. Essas são as metas e não muda muito, independente do parceiro. Esse é o lugar que eu quero estar e as metas que quero atingir

Um momento importante no próximo ano deverá ser os Jogos de Tóquio. Há alguma preparação especial em mente? Poderemos ver você e Marcelo jogando juntos algum torneio antes de Tóquio?

Os Jogos de Tóquio são a minha prioridade número 1 do ano, meu principal objetivo. Vamos ter uma preparação com o Marcelo e devemos jogar algum torneio. Agora com esse calendário maluco a gente primeiro tem que entender o calendário para depois programar. Vamos intensificar os treinos juntos como fizemos para os Jogos do Rio, em que abríamos mão de jogar sets em treinos com nossos parceiros para fazer algo junto.

Aos 38 anos de idade ainda há espaço para sonhos? O que falta na sua carreira e que pretende buscar nessa reta final?

Sempre há espaço para sonhos, acho que a gente não pode parar de sonhar. Tem muita coisa para conquistar ainda. Eu ainda gosto muito do circuito, sou apaixonado pelo esporte e apaixonado por competir, venho de um ano espetacular. Ganhar um Grand Slam e terminar número 1 me motiva demais pelo que vem pela frente, acho que estou em uma forma física muito boa ainda e não comecei a cair ainda pela idade. Quero ganhar Grand Slam, Masters 1000 e ser número 1 do mundo, são essas coisas que me motivam a seguir em frente.

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