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Carol Meligeni espera jogar um Slam com o irmão
15/12/2020 às 15h25
por Mário Sérgio Cruz

A família Meligeni viveu um momento muito especial nessa reta final de 2020. Carolina, de 24 anos, terminou a temporada com 14 vitórias nos últimos 15 jogos, com direito a dois títulos de ITF no Egito. Seu irmão mais novo, Felipe, conquistou seu primeiro challenger aos 22 anos em São Paulo, e chegou a vencer oito partidas seguidas, além de ganhar mais dois títulos de duplas.

Com a evolução simultânea de ambos, Carol Meligeni estabelece como um de seus objetivos disputar os Grand Slam junto do irmão. Ela aparece atualmente no 384º lugar do ranking, mas ainda tem 10 pontos a receber, que devem colocá-la entre 370 melhores. Já Felipe Meligeni é o atual 231º do mundo e número 4 do Brasil. Ele já deve estar nos qualis de Slam a partir do ano que vem. Ambos são sobrinhos de um dos maiores nomes do tênis brasileiro, Fernando Meligeni, ex-número 25 do mundo e semifinalista de Roland Garros em 1999.

"Essa boa fase em conjunto está sendo um momento muito feliz e de muito incentivo entre a gente. Espero que em um futuro próximo, possamos jogar os Grand Slam juntos", disse Carol Meligeni ao TenisBrasil. "Nunca houve nenhum tipo de aposta ou competição entre a gente. Nós torcemos demais um pelo outro", acrescentou a paulista de Campinas.

 
 
 
 
 
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Em 2020, Carol Meligeni venceu 27 jogos e perdeu 13. Seu desempenho no saibro foi ainda melhor, com 17 vitórias e apenas três derrotas. Além dos dois títulos e de um vice-campeonato no Egito, ela também jogou uma final no México ainda em fevereiro.

"Eu vinha de uma boa pré-temporada, com algumas mudanças técnicas e táticas. Apesar de isso não aparecer logo nos primeiros torneios dos Estados Unidos, consegui encaixar uma boa semana no México. Depois, nos torneios do Brasil, já me sentia mais confiante com as mudanças que vinha fazendo. Mas a pandemia deu uma brecada neste momento", lembrou a respeito da paralisação do circuito em março.

Ela também acredita que a estratégia de prolongar a temporada até dezembro deu resultado, visto que ela já vinha jogando bem, ainda que alguns resultados não acompanhassem o desempenho. "Fiz algumas mudanças no meu jogo durante a pré-temporada e que estavam aparecendo em certos momentos das partidas, mas ainda faltavam alguns detalhes e os jogos escapavam", comentou.

"Os resultados não apareceram nos torneios de Portugal, logo quando voltamos a jogar, mas vieram agora no final do ano, nos torneios do Circuito BRB em Brasília e os torneios do Egito. O saldo final foi positivo, atingi alguns objetivos que determinei com minha equipe para este final de temporada", avaliou a jogadora de 24 anos, que também trocou de técnico ao longo da temporada.

 
 
 
 
 
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Trabalho com novo técnico e psicóloga deu resultado
"Com a ajuda da CBT, eu pude voltar a treinar em um projeto de Itajaí (SC), na ADK Tennis, e mais uma mudança foi feita. Passei a treinar com o Luiz Peniza, que está a bastante tempo no circuito. É uma pessoa que confio desde quando jogava no juvenil e já viajei algumas semanas com ele. Ficou mais fácil um entendimento entre nós e a confiança que temos nessa relação foi uma das chaves. Além do trabalho com minha psicóloga, Sandra Menezes, para voltar a jogar bem e fechar o ano com três finais e finais títulos", complementou.

Por ter ficado praticamente seis meses sem jogar, entre meados de março e o início de setembro, Carol foi uma das várias tenistas que tiveram um grande impacto financeiro em razão da pandemia, já que os tenistas dependem primordialmente das premiações dos torneios. Ela conta que conseguiu apoios com a Confederação Brasileira de Tênis e com o Comitê Olímpico. Também foi uma das tenistas beneficiadas pela ajuda financeira apresentada pela Federação Internacional (ITF), além de contar com alguns patrocinadores particulares que a ajudaram no momento de maior dificuldade.

"Falando por mim, o apoio da CBT, COB, o Bolsa Atleta e a verba que a ITF destinou aos jogadores foram importantes para suprir este período sem torneios. Mas não só o apoio durante a parada foi importante. Na retomada tivemos o apoio na missão Brasil (período de treinos em Portugal) para voltarmos a competir. Além disso, após minha ida a ADK, consegui patrocínio da Taroii, que foi importante para ajudar na rotina de viagens. Já agora na minha ultima gira do ano, novamente tive o apoio do COB que me ajudou nestes torneios do Egito".

Perguntada sobre o que ela acha que precisa evoluir para poder repetir os bons resultados em torneios maiores e dar outro salto no ranking, Carol acredita em uma evolução gradual. "Eu penso que a busca pela evolução tem que ser diária, e sempre fui muito fiel a isso. Acredito que mais cedo ou mais tarde os resultados começariam a aparecer. Eles vieram agora nessa gira de 15 mil, e com o trabalho, confiança, e uma boa mentalidade, isso vai se repetir nos torneios maiores também".

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