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Azarenka e Pironkova concorrem ao Retorno do Ano
03/12/2020 às 15h34

Pironkova ficou três anos sem jogar e chegou às quartas do US Open logo em seu primeiro torneio

Foto: Arquivo

Miami (EUA) - Três jogadoras que já são mães estão indicadas ao prêmio de Retorno do Ano na WTA. A categoria destaca as atletas que tiveram longos afastamentos em suas carreiras profissionais, mas conseguiram se reerguer. Nessa lista estão, Victoria Azarenka, Tsvetana Pironkova e Patricia-Maria Tig, além da alemã Laura Siegemund que sofreu com uma grave lesão no joelho há três anos. A votação é feita por profissionais de imprensa e os resultados serão divulgados na próxima semana.

Azarenka, que também concorre ao prêmio de Jogadora do Ano, conseguiu se reerguer na reta final da temporada depois de ficar mais de um ano sem vencer. A bielorrussa, que se tornou mãe em 2016, enfrentou vários problemas extra-quadra, inclusive uma disputa judicial pela guarda do filho, que prejudicaram muito seu calendário nos últimos anos.

No primeiro semestre, Azarenka só jogou o torneio de Monterrey e caiu na estreia. Após a paralisação do circuito devido à pandemia, também não passou da primeira fase em Lexington. Só então, iniciou uma sequência de onze vitórias seguidas com o título do Premier de Cincinnati e o vice-campeonato do US Open. Com isso, a ex-número 1 do mundo recuperou muito espaço no ranking, saltando do 59º para o 14º lugar. Ela terminou o ano como número 13 do mundo, depois de ser finalista em Ostrava.

Pironkova ficou três anos sem jogar, entre Wimbledon em 2017 e o US Open deste ano. Ela se tornou mãe em março de 2018. Logo em seu primeiro torneio, atuando com ranking protegido, chegou às quartas de final, depois de eliminar Garbiñe Muguruza e dar trabalho para Serena Williams. O melhor ranking de sua carreira foi o 31º lugar, alcançado há quase dez anos. Recuperando posições aos poucos, já é a 135ª colocada.

Já a romena de 26 anos Patricia Maria Tig teve a filha, Sofia, em novembro de 2018. Ela voltou ao circuito na temporada passada, com o ranking zerado e jogando eventos de nível ITF de US$ 15 mil. Ela iniciou 2020 como 111ª colocada e termina na melhor posição da carreira, no 56º lugar, além de ter vencido seu primeiro WTA em Istambul.

Única indicada que não é mãe, Laura Siegemund é ex-top 30 no ranking e sofreu uma grave lesão no joelho em 2017, quando vivia a melhor fase de sua carreira em simples. A veterana de 32 anos conseguiu finalmente recuperar os bons resultados nesta temporada, terminando o ano como 50ª do mundo em simples e 41ª colocada em duplas, além de ter vencido o US Open da modalidade ao lado de Vera Zvonareva.

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