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Sindicato de Djoko dividiu opiniões em ano turbulento
30/11/2020 às 15h55

Miami (EUA) - Em um ano bastante conturbado por tudo o que acontece pelo mundo por causa da pandemia do coronavírus, o circuito da ATP ficou ainda mais movimentado e não esteve marcado apenas pela paralisação das competições em 2020. O racha no Conselho de Jogadores, liderado pelo sérvio Novak Djokovic, também ganhou destaque no decorrer da temporada.

Pouco antes do US Open, Djokovic e o canadense Vasek Pospisil anunciaram a criação da Professional Tennis Players Association (PTPA), alegando que o sistema da ATP é falho e não tem nada para dar aos jogadores. Eles então deixaram o Conselho, no qual o sérvio era o presidente, para criar um sindicato paralelo.

Djokovic sempre defendeu que a ATP e os torneios têm o monopólio das decisões e, portanto, os jogadores têm um papel muito menor de influência. “São jogos políticos que acontecem nos bastidores e você quase não vê nada escrito sobre isso”, comentou o número 1 do mundo.

“Entrei para o conselho e percebi que era um sistema muito falido. O propósito do PTPA é estritamente organizar e unir os jogadores, para representá-los de uma maneira adequada, onde realmente tenhamos a capacidade de impactar as principais decisões”, explicou Pospisil, defendendo a criação de uma entidade separada.

Logo que a PTPA surgiu, houve uma divisão nos tenistas, alguns deles como os norte-americanos John Isner e Sam Querrey apoiaram de cara, sendo que mais tarde também desembarcaram o canadense Milos Raonic e o argentino Diego Schwartzman. Mas nomes fortes como o do alemão Alexander Zverev não se posicionaram e outros foram contra.

O espanhol Rafael Nadal e o suíço Roger Federer deram enorme peso à oposição do sindicato de Djokovic, ganhando o apoio em seguida de outros dois nomes muito importantes: o britânico Andy Murray e o austríaco Dominic Thiem.

Além do racha na ATP, o novo sindicato também foi acusado de não abarcar as mulheres, algo que o sérvio negou durante a disputa do Masters 1000 de Roma. “Queremos que as mulheres se envolvam. Existem cerca de 200 jogadores WTA que assinaram”, falou Djokovic, que apesar da criação da PTPA pode pintar também no Conselho da ATP em 2021.

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