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Monteiro: 'Próximo ano será um divisor de águas'
26/11/2020 às 16h11

Aos 26 anos, Monteiro acredita que a próxima temporada será determinante na busca por voos mais altos

Foto: Marcello Zambrana/DGW

São Paulo (SP) - Depois de disputar em São Paulo seu último torneio da temporada, Thiago Monteiro já faz planos para 2021. O número 1 do Brasil e 84º do ranking acredita que o ano termina com saldo positivo, apesar de todas as dificuldades impostas pela pandemia da Covid-19. Aos 26 anos, Monteiro também considera que a próxima temporada será determinante na busca por voos mais altos no circuito profissional.

"A próxima temporada vai ser um divisor de águas. Sinto que estou jogando bem e é nos grandes palcos que você realmente faz a diferença no ranking, então o meu foco será esse", disse Thiago Monteiro, que em 2020 conseguiu seu melhor resultado em Grand Slam, ao atingir a terceira rodada de Roland Garros.

Em 2020, Monteiro conseguiu oito vitórias em chaves principais de ATP e venceu mais 12 partidas em torneios de nível challenger. Nesse circuito intermediário, foi campeão em Punta del Este e vice no saibro italiano de Forli. "Foi um ano diferente, por conta da pandemia. O começo foi muito bom. Voltei a ganhar jogos em ATPs, fiz um jogo duro contra o Isner no Australian Open, que eu poderia ter avançado, e aí teve a gira sul-americana, onde ganhei um challenger".

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Ainda sonhando com seu primeiro título de ATP, o cearense lamenta as eliminações nas quartas de final em Buenos Aires e nas oitavas do Rio Open. "Acho que tive um bom início de temporada, apesar de dois resultados que não eram muito esperados, em Buenos Aires, que eu poderia ter ido para a final, e no Rio, que eu poderia ter ido mais longe".

A paralisação do circuito por praticamente cinco meses também comprometeu a temporada de Monteiro. Depois de ter passado por lockdown em sua cidade natal, Fortaleza, ele retomou a rotina de treinos em Santa Catarina, e depois passou mais três semanas trabalhando no Rio de Janeiro. Seu técnico, o argentino Fabian Blengino, acompanhou as atividades à distância e só pôde encontrá-lo já nos Estados Unidos, na preparação para o US Open.

"Eu estava com um bom ritmo e muita confiança para a gira seguinte, mas acabou que veio a paralisação. Tive que me adaptar aos treinos, já que não podia ir para a Argentina. Não vi meu treinador por seis meses, só fomos nos encontrar nos Estados Unidos, onde retomamos a gira. Fiz bons jogos lá, mas sem muitas vitórias. Mas depois tive duas ótimas semanas, a do challenger na Itália e Roland Garros, que foi a melhor semana do ano, sem dúvidas, e o meu melhor resultado em Grand Slam".

Monteiro agora terá um período de descanso antes de partir para o Transamerica Resort Comandatuba, no litoral sul da Bahia, onde fará a sua pré-temporada ao lado de Bruno Soares, Thomaz Bellucci, Rogério Dutra Silva, Beatriz Haddad Maia e de tenistas juvenis e convidados. "Agora é tentar recarregar e me programar melhor para o ano que vem. Vai ter toda essa questão da pandemia, protocolos e novas adaptações para viagens ainda. E depois me preparar da melhor maneira possível para já começar o ano com tudo".

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