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'Volta de Roger não será como 2017', avisa Rusedski
18/11/2020 às 10h34

Londres (Inglaterra) - Enquanto muito se questiona como será o retorno do suíço Roger Federer ao circuito, o britânico Greg Rusedski tem sua convicção sobre o assunto. Em entrevista à Radio Times, ele afirmou que não aposta em uma volta triunfante como a de 2017 porque acredita que o tenista da Basileia terá condições bem diferentes pela frente.

“Roger pode jogar bem? Claro que pode, mas não há mais surpresas. Na outra vez, sua raquete mudou, seu estilo mudou um pouco, mas o que ele vai trazer agora? Não consigo imaginar nada que possa mudar em seu jogo de forma que as pessoas não saibam o que esperar”, comentou o ex-tenista profissional britânico.

“Quando ele ganhou tanto em 2017, as quadras estavam particularmente rápidas, as bolas eram rápidas e mostrou uma espécie de jogo que as pessoas não esperavam. Ainda pode jogar um ótimo tênis, mas vencer Slams é outra história. As Olimpíadas são uma grande prioridade, porque uma medalha de ouro em simples é a única coisa que não tem, é algo que busca”, completou.

Rusedski ainda destacou a questão da idade, apostando em ainda algumas temporadas a mais de bom tênis para os principais rivais do suíço. “Não há razão para que (Rafael) Nadal e (Novak) Djokovic não continuem por mais dois ou quatro anos, mas Federer é um ponto de interrogação”, observou o britânico.

“Ele pode vencer Wimbledon? As Olimpíadas? É uma situação distinta de seu último retorno, principalmente depois de passar por cirurgias no joelho também. Federer não será o de 2017, desculpe. O tempo passou”, encerrou o ex-número 4 do mundo, que venceu 15 títulos na carreira e foi vice-campeão do US Open em 1997.

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