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Austrália quer concentrar o calendário até fevereiro
07/11/2020 às 10h48

Melbourne (Austrália) - A concentração de vários torneios na Austrália nos dois primeiros meses do ano foi sugerida pela associação nacional como forma de incentivar a ida dos jogadores para o primeiro Grand Slam da temporada e minimizar os efeitos de deslocamento em momento do retorno da pandemia na Europa.

A sugestão da Tennis Australia é que mais eventos sejam programados para o país depois do Australian Open, que tradicionalmente começa na segunda quinzena de janeiro. O deslocamento do circuito após o primeiro Grand Slam acontece para torneios de quadra coberta na Europa ou para descobertos no Oriente Médio, além da fase de saibro sul-americana.

"Consideramos a ideia de organizar uma série de eventos ATP e WTA depois do Australian Open", afirmou Craig Tiley. "A conversação está aberta com o circuito. Existe a chance de termos ainda restrições severas de deslocamento na Europa e nos Estados Unidos até fevereiro ou março", pondera. "Tudo depende do interesse dos jogadores".

A quarentena de 14 dias ao entrar na Austrália continua em vigor. Portanto, os tenistas que quiserem competir a partir de 1º de janeiro terão de chegar ao país na metade de dezembro. Para facilitar, a Tennis Australia acena com uma 'bolha' no complexo de Melbourne Park, semelhante ao que aconteceu no US Open, e garantir o treinamento dos tenistas.

As fronteiras australianas continuam fechadas há seis meses e Tiley quer garantias do governo de que o calendário de tênis poderá acontecer em várias cidades, permitindo o deslocamento dos tenistas. Caso contrário, a ideia é concentrar todo o calendário em Melbourne.

A recém criada ATP Cup, que tem a participação de 24 países, só poderá ser disputada no formato de 2020 caso várias cidades sejam utilizadas. Se for restrita a Melbourne, terá de ser reduzida a oito países. Assim, a sugestão de momento é realizar eventos do circuito normal e ocupar as 31 quadras do Melbourne Park com ATPs e WTAs.

"A vantagem de concentrar eventos em Melbourne é que, depois de cumprida a quarentena obrigatória, todos estão livres para se deslocar, ir a restaurantes ou cinemas", argumenta o executivo. "Temos de nos preparar para uma mudança de comportamento. Acredito que um Australian Open normal só voltará a acontecer em 2023 ou 24. Mesmo se tivermos a vacina até março, haverá impactos no calendário do próximo ano. Mas acredito que os grandes torneios irão sobreviver".

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