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Qureshi irá protestar contra o presidente francês
04/11/2020 às 08h55

Paris (França) - Muito criticado por boa parte da comunidade islâmica pelo mundo, o presidente francês Emanuel Macron será alvo de um protesto pacífico do paquistanês Aisam-Ul-Haq-Qureshi durante a disputa do Masters 1000 de Paris. O duplista usou as redes sociais para publicar um vídeo no qual explica os motivos para seu posicionamento.

“A lição mais importante que eu aprendi como atleta é mostrar respeito por todos, respeitar cada religião, cultura e crenças. Liberdade de expressão não significa pode desrespeitar a religião de alguém e sua fé. Estou na França nesta semana, onde jogo o Masters 1000 de Paris e é muito triste de lamentável, par mim, ver esse país apoiando esse tipo de comportamento”, disse Qureshi.

“Ver as pessoas sendo permitidas de fazer graça com a religião islâmica. Esses desenhos são provocativos, enquanto o islamismo apenas traz uma mensagem de paz, de amor e de respeito. Vou utilizar uma faixa branca no braço como protesto pacífico durante toda essa semana, contra o presidente Macron”, acrescentou o duplista paquistanês.

A principal reclamação dos islâmicos é contra a defesa feita pelo presidente francês de charges que consideram desrespeitosas à sua religião, com destaque para as publicações feitas pelo satírico Charlie Hebdo, que inclusive já foi alvo de atentado terrorista em janeiro de 2015.

“Encorajo também todos os demais atletas pelo mundo a mostrarem solidariedade e unidade usando também uma faixa branca no braço”, finalizou Qureshi, que terá como parceiro no Masters 1000 de Paris o grego Stafanos Tsitsipas, já eliminado em simples. Eles estreiam contra a forte dupla britânica de Jamie Murray e Neal Skupski.

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