Notícias | Dia a dia
Djokovic minimiza queda: 'Fiz o que precisava aqui'
30/10/2020 às 17h24

Sérvio sofreu sua pior derrota no circuito desde 2005, mas já pensa no ATP Finals

Foto: Divulgação

Viena (Áustria) - Eliminado nas quartas de final do ATP 500 de Viena, Novak Djokovic minimizou a derrota para o lucky-loser italiano Lorenzo Sonego. O número 1 do mundo conta que já havia feito o que precisava no torneio, que seria assegurar a liderança do ranking até o final do ano. Apesar de a marca ainda não estar matematicamente garantida, o sérvio ficou em situação muito cômoda diante do segundo colocado Rafael Nadal.

"Fiz o que precisava fazer no torneio. Foi para isso que vim para cá. Queria somar mais pontos e assegurar o número 1 até o fim do ano", disse Djokovic após a dura derrota para Sonego por 6/2 e 6/1. Nas rodadas iniciais, o sérvio havia vencido o compatriota Filip Krajinovic e o croata Borna Coric. Naqueles dois jogos, apesar dos resultados positivos, o líder do ranking também oscilou bastante em quadra.  

Com essas duas vitórias em Viena, Djokovic já não será ultrapassado por Nadal nem se o espanhol for campeão do Masters 1000 de Paris e do ATP Finals. Dessa forma, o número 2 do mundo ainda teria que jogar mais um torneio, o ATP 250 de Sófia, se quiser tirar o sérvio da liderança do ranking ainda em 2020.

"Está tudo bem quanto ao resultado de hoje e já estou pensando no próximo capítulo. Estou saudável e ansioso por um bom resultado em Londres", acrescentou o sérvio, que não jogará Paris. Portanto, seu próximo torneio e último do ano é o Finals, a partir de 15 de novembro.

"Farei de tudo para me preparar da melhor forma para o Finals. Em Londres, estarão apenas os oito melhores jogadores do ano e você só enfrenta adversários desse nível", argumentou o sérvio, que tem cinco títulos do Finals, o último em 2015.

Pior derrota de Djokovic desde 2005
A última vez que Djokovic perdeu um jogo fazendo apenas três games foi no Australian Open de 2005 para Marat Safin. Na ocasião, o sérvio ocupava apenas o 188º lugar do ranking e vinha do qualificatório, enquanto Safin era o número 4 do mundo e terminaria o torneio como campeão.

"Ele jogou muito bem hoje e eu simplesmente não", afirmou o o jogador de 33 anos, econômico nos comentários sobre a partida. "Ele me expulsou da quadra, eu diria. Foi melhor em todos os aspectos do jogo. Foi uma partida muito ruim da minha parte, mas incrível da parte dele. Então, ele mereceu esse resultado".

Por fim, Djokovic também celebrou o fato de o torneio em Viena contar com a presença de público, ainda que em número reduzido em relação à capacidade do ginásio. "Foi bom ter esse apoio das arquibancadas de novo, da mesma forma que estamos acostumados".

Comentários
Loja - livros
Suzana Silva