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Zverev: 'Federer personificava tudo que eu queria ser'
29/10/2020 às 10h30

Colônia (Alemanha) - Campeão dos dois ATP 250 seguidos em Colônia, o alemão Alexander Zverev teve uma temporada de destaque em 2020, que pesem os meses em que o circuito ficou paralisado. Neste ano, o tenista de 23 anos conseguiu pela primeira vez chegar nas semifinais de um Grand Slam, no Australian Open, e depois jogou sua primeira final neste nível no US Open.

Em entrevista à revista Gala, o atual número 7 do mundo fez um balanço da temporada e também destacou coisas importantes, uma delas a figura do suíço Roger Federer, que lhe serviu de inspiração quando mais novo. Ele também comentou sobre sua relação com a Alemanha e o que tem feito para se tornar um jogador cada vez melhor.

“Sempre tentei escrever meu próprio caminho, mas quando criança sempre admirei Roger Federer. Ele era meu ídolo, ele personificava tudo o que queria ser”, revelou o alemão, que também se inspirou em atletas de outro esporte “Eu também gostava de Dirk Nowitzki e Dwayne Wade, eles eram ícones do basquete crescendo”, observou Sascha.

Questionado sobre o melhor momento do ano, ele pontuou a evolução que teve e cujos resultados apareceram nos Slam. “Acho difícil destacar um único momento, investi muito tempo e energia para chegar às semifinais de um Grand Slam. A pressão era grande, então é ótimo que o trabalho duro finalmente tenha valido a pena com ótimos resultados como em Melbourne e Nova York”.

Zverev também reforçou seus laços com a Alemanha. "Sempre será minha casa, lá estão as minhas origens e tudo isso é muito importante para mim. Cresci em Hamburgo e, sempre que tenho oportunidade, volto para casa para jogar qualquer torneio”, disse o dono de 13 títulos de ATP, sendo quatro deles em casa.

“Muitas vezes sou criticado por não ficar tanto tempo na Alemanha, mas tudo que posso fazer durante o calendário é disputar os torneios que são realizados aqui, além de representar meu país nos Jogos Olímpicos, na ATP Cup e na Copa Davis”, complementou o alemão, que diz estar focado em conseguir gerir melhor as derrotas para se tornar um tenista melhor.

“Honestamente, ainda estou trabalhando em como superar uma derrota, é algo que me custa. Sempre tendo a ficar com raiva e explorar minhas emoções. Como jogador, trabalho todos os dias para superar isso e sei que no final de cada semana só há um que volta para casa vencedor, por isso tenho que focar meu espírito competitivo na energia positiva para crescer com ele”, encerrou.

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