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Rafa: 'Previsão de Ivanisevic foi um pouco arrogante'
28/10/2020 às 15h47

Nadal também falou sobre mudanças na Copa Davis, recuperação de Federer e recorde de Grand Slam

Foto: Movistar + / Divulgação

Manacor (Espanha) - Maior campeão de Grand Slam entre os homens ao lado do suíço Roger Federer, ambos com 20 conquistas, o espanhol Rafael Nadal recebeu a equipe do programa La Resistencia de Movistar + em sua academia para uma entrevista descontraída comandada pelo jornalista David Broncano.

Um dos assuntos mais discutidos após o título de Rafa em Roland Garros, o recorde de Slam claro que não podia ficar de fora. Ao abordar o assunto, Broncano fez sua lista e disse acreditar que Nadal chegará aos 24, Federer ficará com 21 e o sérvio Novak Djokovic alcançará os 22. “Eu adoraria terminar com 24. Onde está o papel que eu assino agora”, brincou o espanhol.

Questionado sobre a capacidade de Federer poder dar a volta por cima e ser competitivo novamente ao retornar ao circuito, o canhoto de Mallorca foi otimista, mas precavido. “Vejo que ele já está treinando e acho que vai voltar bem. Até que ponto? Isso é desconhecido, não dá para saber. Tampouco saberei como vou ficar”, analisou.

Nadal também comentou a declaração do croata Goran Ivanisevic, treinador de Djokovic, que antes da final de Roland Garros garantiu que seu pupilo era o favorito. “Juro que não vi o que Ivanisevic falou, só soube depois da final. É verdade que foi uma previsão um tanto arrogante, mas é verdade que talvez as condições nunca tenham sido tão favoráveis para Novak”, comento o espanhol.

A mudança no formato da Copa Davis foi defendida por Nadal, que vê como uma modernização do tênis. “(Gerard) Piqué e eu nos damos bem. Fico grato que alguém de fora do nosso esporte queira investir nele. Para o tênis foi positivo, pois transformou uma competição histórica que não havia sido dinamizada e conseguiu mudá-la”.

Por fim, o canhoto de Mallorca destacou a força mental que teve durante a carreira para lidar com uma lista relativamente grande de lesões. “Uma das coisas de que mais me orgulho é ter conseguido uma longa carreira. Em termos de lesões, quando você fica muito tempo afastado tudo é mais difícil mentalmente”, disse o número 2 do mundo.

“Há tempos melhores e tempos piores, 2018 foi um ano muito difícil. Em 2017 terminei mal, mas pelo menos tinha sido um bom ano. Contudo, essas duas últimas temporadas têm sido boas. Procuro fazer coisas que me tornem competitivo o máximo de tempo possível”, finalizou Nadal.

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Suzana Silva