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ATP: Djokovic precisa do título para assegurar o nº 1
27/10/2020 às 19h48

Sérvio precisa ser campeão em Viena para já assegurar o número 1 até o fim do ano. Caso contrário, disputa segue na semana que vem

Foto: Arquivo
por Mário Sérgio Cruz

Em meio à disputa entre Novak Djokovic e Rafael Nadal pela liderança do ranking mundial até o final da temporada, a ATP emitiu um comunicado na terça-feira. A entidade esclareceu que só há um jeito de a disputa ser definida ainda nesta semana. Para isso acontecer, Djokovic teria que conquistar o título do ATP 500 de Viena.

Qualquer outro resultado do torneio austríaco, inclusive com o vice-campeonato do sérvio, daria margem a uma possível troca de liderança. Mas isso envolveria campanhas perfeitas de Rafael Nadal no Masters 1000 de Paris, no ATP Finals, e até mesmo no ATP 250 de Sófia, para o qual ainda não está inscrito, mas pode receber um convite. Em um hipotético e improvável empate, o espanhol levaria vantagem nos critérios.

Atualmente, Djokovic está com 11.740 pontos no ranking mundial, enquanto Nadal tem 9.850. Cabem duas observações: Em primeiro lugar, o sérvio não perde em hipótese alguma os mil pontos conquistados em Paris no ano passado, já que a ATP adotou temporariamente um ranking de 22 meses em razão da pandemia. Além disso, os pontos do ATP Finals de 2019 serão descartados no dia 9 de novembro.

Confira o cálculo do ranking
Acompanhando o relatório da ATP, o TenisBrasil explica os cálculos necessários para chegar aos devidos resultados.

Se Djokovic for campeão em Viena, chegará 12.240 pontos na próxima segunda-feira. Uma semana depois, esse número cairia para 12.040, já que ele fez 200 pontos no ATP Finals do ano passado. Ainda assim, ele não poderia ser ultrapassado por Nadal.

Já em caso de vice-campeonato do sérvio em Viena, ele iria para 11.840 pontos. Esse número é exatamente o total que Nadal poderia alcançar no ano se for campeão dos três torneios restantes, Paris, Sófia e Finals. Além de contar com três derrotas de Djokovic na fase de grupos em Londres, ou ainda que o rival não dispute o torneio por alguma razão.

O atual número 2 do mundo teria que melhorar suas campanhas no Masters francês, onde foi semifinalista no ano passado e fez 360 pontos, e também em Londres, com seus 400 pontos obtidos em 2019. Se vencer esses dois torneios, faria mais 1.740 pontos e chegaria a 11.590. Faltariam ainda mais 250 pontos para alcançar Djokovic, mas ele poderia fazer isso se aceitar um improvável convite para o ATP de Sófia e ser campeão. O torneio búlgaro acontece entre os 8 e 14 de novembro, na janela entre o fim do Masters 1000 de Paris e o início do ATP Finals.

Critério de desempate favorece Nadal
Caso Djokovic e Nadal terminem o ano empatados, e o principal cenário possível para isso envolveria o sérvio vice em Viena e sem mais nenhuma vitória até o final do ano, além de ver o espanhol ganhar tudo em três torneios seguidos, Nadal levaria vantagem no critério de desempate.

O regulamento de 2020 ATP estabelece que, em caso de igualdade, deve ser considerada a soma dos resultados em três tipos de torneios: Grand Slam, Masters 1000 obrigatórios (o que exclui o torneio de Monte Carlo) e também o ATP Finals.

Nesse cenário hipotético, Nadal teria 3.720 pontos em Masters 1000, mais 1.500 de um eventual e inédito título do ATP Finals, além de 5.080 pontos feitos em Grand Slam. Totalizando 10.300 em torneios grandes. Já Djokovic ficaria com 9.875 em grandes eventos, sendo 5.380 em Grand Slam e 4.495 nos Masters 1000.

Queda precoce de Djokovic ajudaria o espanhol
Diante de um cenário tão improvável, a melhor coisa que pode acontecer a Nadal é uma eliminação precoce de Djokovic em Viena. O sérvio já está nas oitavas e fazendo mais 45 pontos para chegar a 11.785, mas perde 200 pontos no dia 9 de novembro. Assim, Nadal poderia assumir o número 1 sendo campeão em Paris e do Finals, sem precisar jogar em Sófia, mas ainda torceria por uma campanha desastrosa do sérvio em Londres.

Com mais uma vitória em Viena, Djokovic já vai a 11.830. Mesmo com o descarte dos pontos do Finals de 2019, ficaria com 11.630 e já obrigaria Nadal a disputar o ATP búlgaro, e ficar três semanas seguidas em quadra se ele estiver muito preocupado em ultrapassar o rival no ranking ainda em 2020.

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