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Simon: 'Roger não é necessariamente o mais eficaz'
21/10/2020 às 13h25

Paris (França) - A grande discussão sobre qual jogador pode ser considerado o maior de todos os tempos cada vez mais fica acirrada, conforme o suíço Roger Federer, o espanhol Rafael Nadal e o sérvio Novak Djokovic vão dividindo boa parte dos principais recordes no tênis. O veterano francês Gilles Simon foi mais um que se aventurou a falar sobre o assunto.

Em seu livro 'Este esporte que te deixa louco', Simon elogiou a classe de Federer, mas ressaltou que Nadal e Djokovic têm o mesmo direito de serem incluídos na disputa relativa ao maior de todos os tempos.

"Se Roger Federer mantiver seus recordes, isso nos permitirá dizer: ‘é claro que Novak Djokovic e Rafael Nadal também são bons jogadores, mas não são melhores’. É por isso que a história do ‘Goat’ vem ganhando proporções há anos, porque muitos acreditavam que os recordes de Federer nunca cairiam”, escreveu o francês.

"Mas se Novak Djokovic o ultrapassar mesmo não sendo tão bom quanto o suíço em acertar um voleio, isso quebrará os padrões de pensamento de muitas pessoas, que não gostam dele tanto quanto de Roger Federer”, analisou o tenista de 35 anos e atual 58 do mundo.

Para Simon, se os recordes de Federer caírem a situação mudará drasticamente. “Não seremos mais capazes de limitar o tênis a um jogador. Concordamos que o jogo proposto por Federer é sem dúvida o mais agradável de se assistir, mas não é necessariamente o mais eficaz”, finalizou o francês.

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Suzana Silva