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Vírus ameaça Masters de Paris e Australian Open
15/10/2020 às 11h03

Os organizadores do Australian Open estão preocupados com a necessidade de quarentena

Foto: Arquivo

Londres (Inglaterra) - As disputas do Masters de Paris, dentro de 15 dias, e até mesmo do Australian Open de 2021 ficaram ameaçadas depois que explodiu uma nova onda de contaminação pelo coronavírus pelo mundo, mas especialmente na Europa, onde vários países estão recolocando restrições de circulação.

Na França, o presidente Emmanuel Macron declarou toque de recolher no começo desta quinta-feira e isso impede atividades não essenciais entre 21 horas e 6 horas do dia seguinte nas próximas semanas. Como Bercy tem largada prevista para dia 31, o risco de cancelamento existe.

Os organizadores haviam estabelecido máximo de 1.000 espectadores diariamente, o que também pode ser revogado. Outro problema é a rodada noturna em Bercy, habitualmente a partir das 19h30 locais, que provavelmente terá de ser extinta.

A situação também não está cômoda em Melbourne. Há três meses do Australian Open, o governo local decidiu não permitir a entrada de turistas estrangeiros, o que perturbou o diretor Craig Tiley. "Estamos num momento decisivo e precisamos de um compromisso firme das autoridades sanitárias", afirmou ele, dando prazo de até 30 dias para que alguma decisão aconteça.

"Será necessário abrir as fronteiras para que aconteçam os torneios preparatórios para o Australian Open em várias cidades. Se não houver isenção de entrada para os tenistas, teremos de reconsiderar tudo", argumenta. "Mesmo se houver a exigência de quarentena na chegada dos jogadores, precisamos providenciar espaços de treinamento para eles".

A Tennis Australia também já admite reduzir ainda mais a quantidade de público. Os 50% iniciais cairiam para 25% da lotação.

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Suzana Silva