Notícias | Dia a dia
Guga imagina como seria um duelo diante de Nadal
15/10/2020 às 09h24

Guga acredita que seu tênis seria ainda melhor no momento em que enfrentasse Nadal em Paris

Foto: Arquivo

Florianópolis (SC) - Dono de três títulos em Roland Garros, o catarinense Gustavo Kuerten imaginou como seria um duelo diante do espanhol Rafael Nadal se sua carreira tivesse se prolongado por mais alguns anos. O canhoto espanhol iniciou sua sucessão de títulos no saibro francês em 2005, justamente no período em que Guga já estava com os problemas no quadril e que não permitiram mais que ele atuasse em alto nível.

“Se a perninha tivesse aguentado uns aninhos a mais, talvez até 2006, seria um embate sensacional, porque eu jogaria um tênis que eu não alcancei", avaliou Guga durante uma 'live' com o amigo e também ex-profissional Flavio Saretta, que marcou o lançamento da linha de relógios da Lacoste, uma das patrocinadoras de Guga.

"Eu iria melhorar muito nos anos seguintes. Ia entrar em quadra para fazer tudo. Ele é tão genial que tinha que ser cada bola em seu momento, encaixado para a ocasião certa, bolas altas, ser preciso na definição e ainda variar com drop-shot, guardando o saque curinga para a hora H”, revelou.

Saretta quis saber a opinião de Guga sobre o 13º. título de Nadal no Aberto da França. “Fantástico, cada vez mais admirável, além do impossível. Parece que vem aí o 14º e ele tem boa chance de conseguir o 15º.”, declarou o tricampeão de Roland Garros. “Ele ganha jogando de qualquer forma, principalmente na reta final. Isso minimiza a forma como ele chega no torneio, ele cresce muito nas últimas rodadas”.

Acostumado a comentar os torneios de tênis, Saretta pediu para o Guga explicar o que está por trás da mente de um campeão. “Nadal parte de um princípio básico que é como os gênios fazem, ele simplifica o processo com base na trilogia: eu quero, eu posso, eu faço. Se ele joga o Rio Open hoje, a mente já está pensando em Roland Garros. Mas ganhar 13 vezes vai além do mental, vai em linhas que no momento em que a gente jogava a gente não conhecia”, explicou, citando o preparo em todos os aspectos da vida de um tenista supercampeão.

Outro ponto discutido pelos dois tenistas brasileiros foi a questão idade vs. perfomance. Citando Djokovic, Federer e Nadal, Guga afirmou: “esses caras abriram uma distância muito grande e estão jogando cada vez melhor nos últimos 15 anos. Em 2021, Nadal vai jogar melhor em Roland Garros do que neste ano. Vai continuar assim até haver uma ruptura”. O líder do ranking mundial em 2000 também ressaltou que essa não é uma peculiaridade exclusiva do tênis. “LeBron James é um exemplo de que os atletas conseguem performar depois dos 30”, lembrou.

Comentários
Loja - camisetas
Suzana Silva