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Tio Toni: 'Rafa fez uma das suas melhores partidas'
13/10/2020 às 12h53

Nadal derrotou Djokovic na final de Roland Garros em sets diretos e venceu o torneio pela 13ª vez

Foto: ATP

Manacor (Espanha) - A tradicional coluna do espanhol Toni Nadal no jornal El País não poderia abordar outro assunto que não a final de Roland Garros que aconteceu no último domingo, vencida com toda autoridade por Rafael Nadal, que dominou os dois primeiros sets contra o sérvio Novak Djokovic e só encontrou alguma resistência na terceira e última parcial.

“Foi uma partida muito difícil devido às condições adversas que tanto falamos ao longo do torneio. Além de tudo isso, havia muito em jogo. Rafael sabia que tinha chance de igualar Roger Federer, mas também que poderia perder a invencibilidade em finais neste torneio e assim veria o sérvio se aproximar ainda mais na quantidade de grandes títulos”, analisou Toni.

“Rafael fez uma das suas melhores partidas na Philippe Chatrier. Desde o início, no primeiro game, vimos um Rafael intransponível e acho que Djokovic teve a mesma sensação, por isso imediatamente caiu no desespero. Quando percebeu que o meu sobrinho não seria superado do fundo de quadra, quis quebrar o ritmo com deixadinhas, fruto do seu nervosismo e não de uma boa preparação do ponto”, complementou.

O treinador também comentou a afirmação do croata Goran Ivanisevic, que antes da partida disse que Nadal não teria como vencer Djokovic. “Em suas previsões grandiosas, Ivanisevic disse que o seu pupilo estava totalmente preparado táctica e mentalmente para enfrentar esta final. A realidade mostrou que não foi assim”, observou o tio de Nadal, que ainda cutucou a atitude do sérvio na final.

“Surpreende-me que um grande campeão como ele (Novak) mostre com tanta frequência uma atitude tão negativa. Sempre acreditei que cuidar da linguagem corporal tem um efeito duplo: em relação a si mesmo e em relação ao rival”, observou o técnico espanhol.

Ao abordar a disputa pelo posto de maior tenista da história, Toni foi breve e sequer citou Djojovic. “Números à parte, Roger Federer e Rafael conseguiram elevar seu esporte a uma categoria superior. Algo difícil de superar. Parece muito justo que ambos sejam considerados os dois melhores jogadores da história do tênis”.

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Suzana Silva