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Djokovic: 'Rafa é certamente o meu maior rival'
09/10/2020 às 20h24

Djokovic lidera histórico contra Nadal por 29 a 26, mas tem apenas 7 vitórias em 24 jogos no saibro

Foto: Clément Mahoudeau/FFT

Paris (França) - Depois de garantir vaga em mais uma final de Roland Garros, Novak Djokovic já projeta o duelo com Rafael Nadal no próximo domingo às 10h (de Brasília). A rivalidade entre o sérvio e o espanhol é a com maior número de confrontos na Era Aberta do tênis masculino. São 55 jogos, com ligeira vantagem de 29 a 26 a favor de Djokovic. Até por isso, o número 1 do mundo acredita que o espanhol é o seu maior rival.

"Eu joguei contra ele mais do que contra qualquer outro jogador na minha carreira profissional. Acho que o nosso head-to-head é o maior na história do esporte. Quero dizer, pela quantidade de jogos que nós fizemos. São quase 60 partidas, não tenho certeza exatamente do número. Ele é certamente o meu maior rival", disse Djokovic, que já disputou oito finais de Grand Slam contra Nadal, com quatro vitórias para cada lado.

"Eu perdi para ele nessa quadra na maioria das partidas que disputamos, mas também ganhei uma em vez em 2015, em sets diretos. Aquela é uma vitória que eu vou tentar tirar alguns pontos positivos e usá-los taticamente contra ele", acrescentou o sérvio, que venceu apenas um dois seis jogos que fez contra o rival em Roland Garros.

O histórico de Nadal no saibro de Paris é impressionante. Doze vezes campeão do torneio, o espanhol disputou 101 jogos e conseguiu 99 vitórias, com apenas duas derrotas. "Rafa perdeu apenas duas vezes em toda a sua carreira nesta quadra. Obviamente as condições são diferentes daquelas que estamos acostumados a jogar em maio e junho", avalia o sérvio de 33 anos.

"Acho que isso pode ser melhor para mim. Obviamente a bola não está quicando tão alto por cima do ombro como ele normalmente gosta. Independentemente das condições, ele continua jogando bem. É o Rafa, está na final e a gente vai jogar no saibro em uma melhor de cinco", comenta Djokovic, que tem sete vitórias e 17 derrotas para Nadal no saibro.

Semi poderia ter sido em três sets
Djokovic poderia ter definido a semifinal contra o grego Stefanos Tsitsipas de maneira mais tranquila. O sérvio venceu as duas primeiras parciais e teve um match point no terceiro set, mas a vitória só veio após cinco sets e 3h54 de partida.

"É claro que não fiquei satisfeito com a forma como joguei as fases finais do terceiro e quarto sets, mas fico feliz com a forma como mantive minha compostura mental durante todo o jogo. Senti que, mesmo tendo perdido o terceiro e o quarto sets, ainda me sentia o melhor jogador em quadra. Eu tive mais controle. Eu me senti confortável jogando", avaliou após a vitória com parciais de 6/3, 6/2, 5/7, 4/6 e 6/1.

"Crédito para ele por lutar e conseguir empatar o jogo. Ele simplesmente jogou um tênis fantástico, principalmente no quarto set, quando enfrentava os break points. Ele é um lutador e um dos melhores jogadores do mundo. Havia muita coisa em jogo para ele. Mas no final, acho que ele ficou sem gasolina. Foi aí que eu aproveitei as minhas oportunidades quando elas foram aparecendo e fechei a partida em grande estilo".

Uma boa notícia para o sérvio foi que ele não deu sinais dos problemas físicos que o incomodaram no duelo das quartas de final. Há dois dias, ele entrou em quadra com uma proteção no pescoço, que também foi utilizada em alguns treinos, e também se queixou de dores no ombro, sem especificar o problema. "Não estou me sentindo tão exausto fisicamente depois do jogo desta noite, mesmo com quase quatro horas. Foi uma grande batalha. Mas me sinto bem. Acho que um dia e meio de descanso vai ser tempo suficiente para me recuperar".

Maior jogo da carreira? Sérvio diz que não
Ao mesmo tempo que Djokovic pode conquistar o 18º título de Grand Slam, e ficar a apenas um de se igualar a Nadal em número de conquistas, o espanhol tem chance de vencer o 20º título deste porte e repetir o feito do recordista Roger Federer. Apesar de tanta coisa em jogo, o sérvio garante que essa não será a partida mais importante de sua carreira.

"Não acho que seja a maior partida que da minha vida. Acho que houve algumas maiores.
Em termos de importância, quero dizer. Se eu tiver que comparar, embora eu não goste, acho que a primeira final de Wimbledon que eu joguei contra ele foi mais pesada. Wimbledon sempre foi o torneio que eu queria ganhar quando era criança", comenta o sérvio.

"A final de Roland Garros 2016 contra Andy Murray aqui também. Aliás, cada final que joguei aqui foi a partida da minha vida antes que eu pudesse realmente ganhar. Quero dizer, este é o Grand Slam que eu só ganhei uma vez. Então é claro que estou extremamente motivado para tentar colocar minhas mãos em outro troféu".

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