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Nadal se vinga e busca o 13º título em Roland Garros
09/10/2020 às 13h12

Nadal devolveu a derrota sofrida nas quartas de Roma para Schwartzman com firme atuação

Foto: Site Oficial

Paris (França) - Algoz de Rafael Nadal semanas atrás em Roma, o argentino Diego Schwartzman não teve chances contra o rival no torneio favorito do espanhol. Na primeira semifinal masculina de Roland Garros, o 12 vezes campeão mostrou por que é o maior vencedor do Grand Slam francês, não deu muitas chances e venceu em sets diretos, com placar final de 6/3, 6/3 e 7/6 (7-0), depois de 3h09 de confronto.

Na final de domingo, o espanhol terá pela frente o vencedor da segunda semifinal, que terá de um lado o número 1 do mundo Novak Djokovic e do outro o jovem Stefanos Tsitsipas. Rafa leva a pior no retrospecto com o sérvio, com 26 vitórias e 29 derrotas, mas tem boa vantagem diante do grego, com seis triunfos em sete encontros.

A campanha quase impecável do canhoto de Mallorca no torneio ganhou um capítulo a mais. Ele entrou em quadra na semi sem ter perdido um set sequer na competição e com apenas 34 games perdidos nas cinco partidas anteriores. Apesar do resultado negativo no último duelo com Schwartzman, ele fez valer novamente o ótimo retrospecto, agora com 10 vitórias em 11 jogos e apenas 4 sets perdidos.

Finalista no saibro de Paris pela 13ª vez, o espanhol amplia ainda mais sua enorme vantagem para o segundo maior finalista da história, o sueco Bjorn Borg, que tem seis. O sérvio Novak Djokovic tenta mais tarde melhorar sua estatística e pode chegar à final pela quinta vez. Será a 28ª decisão em Slam para Nadal, que aos poucos se aproxima das 31 do suíço Roger Federer.

Com a vitória desta sexta, Nadal está apenas a um novo triunfo de igualar o recorde de títulos de Slam entre os homens que pertence a Federer com suas 20 conquistas. Ele poderá não apenas empatar com o suíço, mas entrar numa seleta galeria de tenistas com mais de 20 taças neste nível, se juntando a Margaret Court (24), Serena Williams (23) e Steffi Graf (22).

Nadal pode ainda se tornar o terceiro jogador mais velho a vencer Roland Garros. Aos 34 anos e 130 dias, o canhoto de Mallorca ficaria atrás apenas do compatriota Andres Gimeno, que levantou a taça em 197 com 34 anos e 306 dias e do australiano Ken Rosewall, que tinha 34 anos e 218 dias no momento de sua conquista em 1969, batendo Rod Laver na final.

O jogo começou com um game incrivelmente longo de 14 minutos, em que os dois mostravam claramente estarem tensos. Nadal evitou dois break-points e saltou para 2/0, mas veio uma sequência de quebras. O espanhol optava por ficar mais defensivo e o argentino não tinha o backhand de ataque afiado. Rafa escapou de break-point importante para ir a 4/1 e só então os sacadores se firmaram. O espanhol ainda precisou de três set-points para fechar um set de 68 minutos.

O equilíbrio durou pouco no segundo set. Schwartzman jogou um game ruim e permitiu 3/1 e por muito pouco não permitiu maior vantagem, evitando três break-points no sétimo game. Nadal já procurava ser mais agressivo nas devoluções, valendo-se da velocidade baixa do serviço adversário, e foi assim que chegou a 6/3 logo na primeira oportunidade de quebra. Como destaque, os 80% de acerto do primeiro saque e 81% de sucesso nesses pontos para o espanhol.

A partida parecia se caminhar para um desfecho rápido quando Nadal quebrou de zero para ir a 3/1. Mas não deslanchou. Sempre guerreiro, Schwartzman se concentrou em alongar as bolas e recuperou a quebra. Houve ainda mais uma troca de breaks, um para cada lado, e a manutenção da igualdade até a reta final. Depois de salvar três break-points no 11º game, o espanhol viu a definição ir para o tiebreak, no qual dominou, levou a melhor e fechou a partida.

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