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Carreño diz que dores de Djoko podem não ser reais
07/10/2020 às 21h58

O espanhol Carreño acha que jogou a maior parte do tempo em alto nível e se vê progredindo

Foto: Arquivo

Paris (França) - Derrotado de virada nas quartas de final de Roland Garros no final da rodada desta quarta-feira, o espanhol Pablo Carreño não teve meias palavras e insinuou que o sérvio Novak Djokovic sempre aparece com alguma contusão quando está em situação delicada nas partidas. No jogo de hoje, o número 1 pediu duas vezes atendimento, uma no primeiro set e outra no intervalo para o segundo.

"Isso não me surpreende. Sabia que aconteceria porque cada vez que está apertado ele faz isso. Aconteceria no US Open, aconteceria aqui e vai continuar acontecendo", acusou. "Nos últimos anos, sempre está fazendo isso quando está com problemas na partida. Não sei, talvez seja pressão ou algo que ele necessite fazer. Mas aí ele continua jogando normalmente, não? Não sei se as dores são reais ou algo mental. Pergunte a ele".

Sobre sua atuação, Carreño ficou satisfeito. "Foi uma boa partida, afinal joguei contra o número 1 do mundo. No começo fui bem, aproveitei as oportunidades. Tive outras no começo do outro set, mas falhei e ele começou a jogar melhor. Eu não consegui atingir meu nível e vivi o pior momento dentro da partida. Só então voltei a ficar agressivo".

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Ainda assim, o espanhol elogiou Djokovic por sua capacidade técnica: "Não é fácil conseguir golpes vencedores quando Novak está do outro lado da quadra, mas acredito que a partida estava equilibrada. Estou contente por ter nivelado contra os melhores jogadores e preciso seguir assim até o final do jogo".

Aos 30 anos e semifinalista do US Open há um mês, Carreño se vê em progresso. "Sinto que sou um jogador melhor do que era antes, estou mais perto dos grandes do que no passado. Me sinto feliz por ter jogado três horas em muito bom nível. A diferença para o Big 3 é que eles jogam dessa forma o ano todo, semana atrás de semana. Então essa é a diferença. Eu e os outros conseguimos por algumas horas ou quem sabe por três semanas seguidas".

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