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Kvitova: 'Sabia que teria que lutar por cada ponto'
07/10/2020 às 15h40

Kvitova volta à semifinal de Roland Garros depois de oito anos

Foto: Nicolas Gouhier/FFT

Paris (França) - Depois de garantir seu lugar na semifinal de Roland Garros, Petra Kvitova saiu de quadra bastante satisfeita com sua atuação diante da alemã Laura Siegemund. A tcheca acredita que soube lidar muito bem com as variações táticas apresentadas pela rival e também com o aspecto mental da partida para conseguir sua quinta vitória seguida em sets diretos.

"Sabia que eu teria que lutar por cada ponto. Ela é uma adversária muito complicada, porque tem muitas variações de jogo. Sabia que seria um muito difícil. Claro, estando nas quartas de final de um Grand Slam, não tem jogo fácil e tive que controlar os nervos também", disse Kvitova após a vitória por duplo 6/3 em 1h20.

A canhota tcheca fez um ótimo primeiro set, com 14 winners e apenas cinco erros. Ela não enfrentou break points e cedeu só seis pontos em seus games de serviço. Quando colocou o primeiro saque em quadra, venceu 14 pontos em 15 possíveis. No segundo set, mesmo com alguns altos e baixos, conseguiu recuperar a vantagem sempre que tinha o serviço quebrado.

"Estou muito feliz com o meu lado mental e sobre como eu lidei com tudo isso. Saquei muito bem no primeiro set. Foi ótimo", avaliou Kvitova. "Então, o segundo foi um pouco mais equilibrado e decidido por poucos pontos. Quando eu perdia o saque, conseguia quebrar de volta logo depois. Eu ainda estava focada, pensando positivo e lutando por cada ponto".

"Acho que essa foi a grande vantagem para mim hoje, porque sabia que ela não iria cometer erros fáceis ou algo parecido. Eu sabia também que teria que correr muito para chegar nos dropshots dela. Estou feliz por ter conseguido em alguns deles", complementou a atual número 11 do mundo, que encara a norte-americana Sofia Kenin na semifinal.

Tcheca volta à semi após oito anos
Kvitova repete seu melhor resultado em Roland Garros, já que também foi semifinalista em 2012. A canhota de 30 anos tem dois títulos em Wimbledon e um vice na Austrália. "Oito anos atrás eu era muito jovem. Tinha acabado de vencer o meu primeiro título de Wimbledon, e eu era um pouco favorita quando joguei e perdi para a Maria [Sharapova], que ganhou no torneio mais tarde".

"Acho que aquele foi um período de muita pressão. E mesmo não jogando no meu melhor nível no saibro, eu ainda conseguiu fazer uma semifinal. Então, foi um grande resultado. Para ser honesta agora, estar na semifinal depois de tudo que passei, provavelmente significa ainda mais porque eu não poderia imaginar que voltaria a uma semifinal de Roland Garros e a uma final de Australian Open. Então é mais um milagre que aconteceu comigo".

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