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Podoroska superou lesões e dificuldades financeiras
06/10/2020 às 17h08

Argentina sofreu grave lesão no punho e cogitou parar de jogar tênis

Foto: Divulgação

Paris (França) - Semifinalista de Roland Garros, a argentina Nadia Podoroska é mais uma tenista que enfrentou diversas barreiras para seguir no circuito. Depois de conseguir a maior vitória da carreira, diante da número 5 do mundo Elina Svitolina por 6/2 e 6/4, a jovem jogadora de 23 anos e 131ª do ranking recordou o momento mais difícil de sua trajetória. Ela chegou a ser número 158 do mundo em 2017, quando ainda tinha 20 anos, mas sofreu uma grave lesão no punho direito e passou por dificuldades financeiras que quase a fizeram desistir do tênis profissional.

"Foi a parte mais difícil da minha carreira, há dois ou três anos. Eu tive muitas lesões e caí muito no meu ranking. Eu fiquei oito meses fora circuito e depois não tinha dinheiro para voltar a jogar os torneios", disse Podoroska, que já garantiu 425,5 mil euros pela campanha até a semifinal em Paris. Antes de Roland Garros, ela havia acumulado pouco mais de US$ 300 mil em premiações de torneios ao longo de toda a carreira.

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"Foi um momento muito difícil para mim também, porque eu tive que mudar toda a minha equipe. Trabalhei com meu antigo técnico por 10 anos e então rompemos nosso relacionamento. Eu não sabia o que fazer", acrescenta a argentina, que atualmente tem dois locais de treinamento, um em seu país e outro em Alicante, na Espanha.

Vinda do quali em Roland Garros, Podoroska tem oito vitórias seguidas em Paris. Antes disso, ela ainda ganhou um ITF W60 em Saint-Malo, também na França, e chegou à semifinal de um torneio da série 125k da WTA em Praga. "Felizmente, estou completamente fresca. Não tenho nenhuma dor ou nenhum problema no meu corpo. Uma semana antes de Roland Garros, também ganhei um torneio, jogando mais cinco partidas consecutivas. Felizmente estou bem".

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Podoroska entrará no top 100 depois do torneio e acredita que o grande resultado serve de incentivo para as demais tenistas sul-americanas, que tem poucas oportunidades de competir em seus países e precisam viajar durante semanas por ano para se manter no circuito. "É muito especial, porque em toda a América do Sul não temos muitos torneios. É muito complicado para todas as meninas sul-americanas que jogam tênis. Acho bom eu conseguir esses resultados. Talvez ajude todas as meninas".

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